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Introdução
=palavras raivosas enquanto esperamos o Kali-yuga=

-que os passivos não leiam este livro,
que os pais & as mães receosos pelo perigo que pode acometer seus filhinhos não leiam esse livro,
que os exploradores, os amantes das ditaduras, os imbecis gananciosos bajuladores do poder, não leiam esse livro,
pios em uma fé besta, aqueles que maltratam animais, dementes racistas, sanguessugas & parasitas sociais e amorosos, fiquem longe dessas palavras.
Todos vocês malditos apostatas da vida, desertores do combate justo, alienados, fiquem longe desse sagrado papel que contém essas palavras de libertação & destruição da merda que vocês representam ao mundo!!!
Não conspurquem estas palavras sagradas de felicidade & ação, fiquem longe!!!

=Seu Caos Te Trouxe Até Aqui!=

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Abdul tse tse Jalil’ CAOS TEH CHING
CAOS TEH CHING


O Livro da Mo5ca que Pousou em Sua Sopa
ou
O Caos Domina!

“Ando por aí vestido em farrapos & sem hum xilen no bolso
mas sempre carrego a jóia do Caos
sua energia é a força do nada,
com ela eu destruirei esse mundo”
(“Ditos de Chaongs Tzu – in ‘Tong’s Phunfs Rules”)


O Caos que pode ser pré-anunciado
não é o Caos Primordial
Ao Caos Primordial & Ancestral chamo Não-Ser
Ao Universo & tudo que há nele chamo Ser
A influência do Caos no Universo é a penetração do Mistério
O mistério dos mistérios
é o portal por onde entram as Maravilhas;


Caos é o Tao
A essência dos deuses
Com ele se vai
E apesar de também não levar a lugar nenhum
é diferente dos demais caminhos
Está sempre chegando
não obstante de nem se ter partido;


Do que Dele se sabe
é o paradoxo da completude nua
Não é Ele o oposto da ordem
pois dessa faz uso para Se expandir
Ele só se opõe à escravidão
Detesta flores de plástico e animais de brinquedo
mas sua raiva é contra flores em vasos
& animais em gaiolas
O Caos odeia prisões;


Crianças & elefantes habitam e brincam Nele
Mesmo sendo intangível
Ele é percebido no gozo, no choro, no riso
Mas sua principal caracterização
é uma pobreza exuberante
uma simplicidade sofisticada
sua gigantomakia serena & tempestuoso;


Caos governa lancinando
mas diferentemente de Tiranos & Sábios
os Loucos são seus Ministros
Ao povo concede medo & beleza & presença
Promulga anistia permanente & indulgência real
Por isso o povo ignora que Ele comanda;


Onde os pais podem ter sossego não há pobreza
Onde mães governam não há tristeza
(Estou falando de homens & mulheres, & não desses fantoches neuróticos!)
A esses Caos dá filhos
& tais são como as tempestades & seus raios
logo aprendem a não-aprender
& então proporcionam existir mais beleza no mundo
Graças à força de sua diferença e fertilidade
Nação assim é o sangue dos deuses
a família dos libertos;


Seus Loucos não são só sábios ou eruditos
nem sequer somente selvagens ou rebeldes
mais que humonstros inalienáveis
São Artistas do Caos
amantes, poetas, sensualistas, magos
psiconautas, neo-piratas, terroristas poéticos
Semi-deuses atores ativos de sua Vontade & Destino;


O dom do Caos é útil
Mas sua utilidade é de uma sagueza sutil
tanto que O confundem com bagunça & desordem
Entretanto, sua dádiva só o é porque Ele não-é
pois tudo que é não tem utilidade
só servem para serem possuídas
& Caos não se deixa possuir
Ele possuí-nos;


Caos, em sua senda, é um sendero que incendeia
Tem seu reino & julgo: o Nada & as Orgias
Para trilhar esse Tao
abandone a santidade
ame a promiscuidade mundana de existir
use cavalos de corrida para puxar esterco
dê poeira para os puros comerem
Que o descontrole seja sua negação à liderança
Ame o grosseiro & refinará a indiferença & a ironia
& que a sobriedade seja a sombra
de sua particular obscuridade
Pois revelar-se é o caminho da escravidão
O coração pesado alivia o mundo
Proibições empobrecem tudo onde são impostas
Caos permite a raiva, o ódio, a revolta
permite o levante permanecer
onde injustiças & estupidez assolam o povo
Essa energia enfurece primeiro o coração do Caoísta
depois encarna pela sua arte no seio do povo
& enfim no corpo como um todo do Universo
O Caos nunca morre – Mudanças à caminho!
É por isso que ancestrais Avatares do Caos
o representaram como torvelinhos de Águas
Essas águas indomáveis
depois de estraçalhar barreiras & cursos
inundam de Prazer & Paixão
o espírito & o corpo daqueles que o
Caos domina!

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No Começo era Abdul
No Começo era Abdul

Abdul-Jalil é um louco que desceu a montanha
e extraviou sua ignorância...
Abdul é um vingativo e eficiente
exército de um homem só...
Abdul é um mestre sem discípulos,
mesmo porquê ele não tem nada pra ensinar...
Abdul se perdeu do amor
e não pode mais estar além do bem e do mal...
Abdul vive só no meio das multidões,
habita seu tonel junto com seus 3 gatos: Saichii, Wicca & Kalkii...
Abdul queima incensos, velas e sigilos para Shiva & Kali:
absinto, jasmim, arruda & sândalo
e passa horas entoando mantras de ~destruição & criação~
Abdul é onisciente de sua Arte:
ofensas, mordidas, facadas, êxtases;
ele ainda não escreveu seu epitáfio,
ele ainda não escolheu o dia de sua morte,
ele ainda mão realizou seu ato maior...
Abdul é cândido & raivoso;
ele é o “mu” – a porta sem porta,
ele não late, rompe muros, matas, condicionamentos
e só conjuga 93 verbos...
Abdul trilha sendas nos campos
e desenha pentágonos por entre as estrelas dançantes,
mirando-as ele vê o sorriso de Éris
que derrama sob ele suas bênçãos e lhe concede a energia do eterno
Caos.

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E o Tao se (re)vela
Caos Teh Ching


Em tempos antigos
aqueles que conheceram o Tao
levaram até Ele outros homens
(como se o pudessem!?!?)
A eles transmitiram o que ouviram
transmitiram a força
-O RUÍDO DO TROVÃO-.

A visão do Raio
cada um deve ter a sua
Esse olhar nos diz
que aquilo que NÃO tem detalhes
seja gente, seja coisa, seja deuses
estão desprovido do Tao.

O clichê do Caos
coexiste na sapiência dos loucos
Os ecos do Tao
pela gente comum e pelas palhas
são vistos como tolices.

Nós
que quebramos as correntes e as regras
NÃO somos a exceção
Somos a precaução
contra o bem se tornar o mal
e o mal finalmente reinar como se fosse o bem.

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Abdul Tem a Resposta
= Abdul Tem a Resposta =





حالةطاقة






Em um mundo em que qualquer rostinho bonito & esquelético ganha $hum milhão$ pra fazer um desfile; que uma atrizinha qualquer gasta $cinco mil$ numa tarde em uma joalheria; onde um classe política totalmente difamada e corrupta aumenta seu próprio $salário$ & um jogador de futebol mediano $ganha em uma hora$ o que qualquer trabalhador comum não ganha em toda a sua vida, eu acho muito certo & totalmente moral & ético os pobres & honestos se revoltarem, quebrarem, matarem, arrebentarem tudo pela frente, porque “Direito” é outro nome para chicote & “Lei” é palavra que designa contrato de escravidão, punição para os quietos & calados & Justiça só vem da mão de quem a faz.





A RAIVA É UMA ENERGIA!!!
REVOLTEM-SE, MUDEM SUA SITUAÇÃO DE POBREZA, ESCRAVIDÃO,MISÉRIA, DOENÇAS, NECESSIDADES, INDIGÊNCIAS!





SAIBA:


-O trabalho não liberta, a educação não traz prosperidade, a política não te representa, a mídia não te informa, os alimentos não te sustentam, remédios não trazem saúde, as elites auto-intituladas não pensam nas massas, a verdade não liberta, & a morte não é o único descanso. Isso tudo são mentiras que te contaram para você se contentar com sua escravidão, com a péssima escola que estudou & a sabedoria que nunca terá, com a liberdade que nunca virá, com as doenças que sempre te acompanharão, a subserviência que acha normal, & tudo mais.Faça um favor para si & para a natureza, se mate ou então mate quem te oprime, destrua quem te rouba, quem mente todo dia pra você, porque é assim que você faz com sua fome & terá que fazer para ser realmente livre & um dia poder deitar sua cabeça no colo de quem ama & saber que enfim não tem preocupação nenhuma, pode então ser humano e não uma máquina ou uma animal!


E ele entendeu:





Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim,
diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir,
o Todo-Poderoso Caos Eterno!




Partindo das loucas & muito sãs idéias de Hakim Bey, foi-se destilando uma seqüência, um fluxo incessante de idéias para redimir esse mundo.


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Mort Aux Vaches!: TP & Diversão
Mort Aux Vaches!: TP & Diversão


Descartando-se os fatores naturais, todos os demais agentes da infelicidade e da feiúra no mundo, devem ser terminantemente atacados, refutados, humilhados & destruídos.O caoista não deve nunca estar satisfeito, acomodado, parado, ele deve ser a raiva que caminha! Em todos os sentidos, essa energia está indo na direção de seus inimigos! Ele tem que ser indulgente-compulsório em todos os âmbitos de sua arte de incomodar!Essas pessoas, instituições, organizações, os quais destroem e inibem a liberdade geral das outras pessoas, esses seres desgraçados que se acham donos das coisas que não tem dono, que se auto-empossam mandatários dos desmandos, esses filhos-da-puta que pensam ser mais do que são, são os alvos, esses devem sumir. Foda-os! Políticos, empresas, meios de comunicações, cientistas, organizações militaristas e pessoas comuns que, por seus atos e palavras incomodam, escravizam, destroem o meio-ambiente, mentem, exploram; mire seu alvo, faça sua lista & não dê sossego a eles.

É fácil! Não fica caro! Gente pobre de espírito, bandidinhos, meliantes semi-analfabetos incomodam muita gente boa por aí, imagine então você, que tem a alma cheia de poesia e raiva, pense no que pode fazer à banqueiros, vereadores, deputados, jornais & revistas, etc...

Você pode incomodá-los muito. Exigir que criassem vergonha, que melhorem humanamente ou destruir sua paz!Mas cuidado é sempre bom! Não seja apanhado! A polícia vai se incomodar contigo, você será procurado por eles já que você não dá lucro, você não é amigo deles, e você incomoda os patrões deles!!!

Sabemos que há muita coisa errada no mundo! Mas não tenha pretensão de mudá-lo, é impossível!O ataque à certas instituições e indivíduos visa marcar uma linha, visa expor uma declaração: “aqui ainda temos poesia!” & “a partir dessa linha o levante foi estabelecido!” – essa linha demarca o limite de alcance de seu corpo e eles.
E podemos rumar para criação de sociedades alternativas dentro dessa merda de Estado e mundo.
O caoista deve ser a fonte de provocação e insuflagem do insulto que os miseráveis (= pessoas comuns de classes sociais não-privilegiadas) desse lugar deve se apegar para jogar a meda no ventilador do sistema social estabelecido. Entendeu?
Você deve dar aos miseráveis a opção da beleza para que eles possam contrapor à desesperança, ao niilismo negativo e entre a escolha que fazem pelo banditismo ou em ser um dito “cidadão ordeiro”!
O Terrorismo Poético age em duas vias então. Deve atormentar os exploradores e encantar os explorados. O TPista é então o sedutor máximo, seu carinho é áspero & suave, dependendo se a mesma mão vai rumo aos agentes da exploração (um soco!) ou rumo ás pessoas comuns (um aperto de mão!).

Para um pouco distante dessas tendências político-sociais (que infelizmente nossa sociedade em particular clama!), há a ARTE! E a arte é a nossa diversão & ferramenta, é a expressão de nossa alma, nossa indecência explicita, a indecência é o que nos separa dos demais “descentes moralistas” que dão suporte à permanência da morte, da feiúra, da exploração e da passividade social no mundo. A arte é o diferencial!
Onde há arte o desassossego está em levante!
Mas não confunda arte com cinema americano, não confunda arte com a maioria das coisas que passa na TV, essas “arte” melosas e consumíveis aprisionadas em livros didáticos & museus.
A Arte que falamos não dispensa a violência, alias, é o único lugar onde ela é aceitável (se você não for adepto do S/M). Essa arte não dispensa o horror, o touretismo literário, o choque. Uma arte subversiva, pornográfica, irreverente, uma arte que é expressão de uma alquimia pessoal e perene. Esse é o espírito da coisa!

Mergulhem as mãos nesse barro primordial e manufaturem ídolos blasfemos à realidade torpe. Ídolos de argila, papel ou bites, e os espalhe por aí! Crie! Crie panfletos, festas, blogs, datas, receitas, danças, agregue à vida mais tesão, humor, critica e tudo que achar que faz falta em sua volta.
Seja chato até o ponto quando achar que está ficando sério demais, saiba fazer piada de você mesmo, esse é o mecanismo para não se tornar tradicional, pedante ou estressado.

Dito tudo isso, só falta pra você começar a aterrorizar por aí: uma idéia ao seu alcance!
Dinheiro não é necessário, você não precisa da rede nacional da grande mídia. Você tem os murais das universidades, você tem as portas das escolas, há os barzinhos cheios de jovens (ou nem tanto) sedentos dessa fúria maravilhosa que você quer espalhar.
Em intermináveis filas de banco você pode fazer aliados para ataques relâmpagos contra essa situação. Escreva para seção de leitores de jornais e revistas para implantar idéias subversivas, fazer piadas com determinado caso, espalhar mentiras que exponham a futilidade das mídias patronais, chamar a atenção para si & espalhar poesia.
Quando você era pequeno, qual brincadeira que mais te divertia?
O faz-de-conta!?!?!
O grau de sua diversão seria proporcional à sua imaginação, mas não necessariamente! Quantas vezes você criou mundos em um monte de areia suja?
Então use esse mesmo faz-de-conta para fazer tornar real seus ataques poéticos-terroristas, você cresceu mas ainda é uma criança, a brincadeira é a mesma, só os resultados serão mais abrangentes. Ponha mais gente pra brincar!

Inicie sozinho ou organize um grupo ou peça ajuda. Aja!
Crie, destrua, divirta-se!

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(Diário de Abdul)
Os doces da vida!


(Um poema de pólvora, gatilho & o cotidiano)


Quando acordo desse sono de afogado
Minha idéia de felicidade é voltar a dormir
Mas tenho buracos pra cairtenho cenas de miséria a contemplar
e um chicote me espera pra açoitar as esperanças e o corpo

Com o sol a pique, a cama queimou
Minha idéia de felicidade são os seios fartos de Kali
Mas a polícia me vigia
e meu patrão tem palavras bonitas do pastor pra mim
Eles são sócios contra minha felizcannabisdade

{Agora!!![som de latamassandogritodeódiotapanacaraexplosãodetumulto refrão e bis]
Felicidade?!?! Idade das trevas! huahuahuahuahua!
Eles me dão trezentos e cinqüenta!
Buracos nas ruas, futebol de magnatas, cenas de miséria,
governos desgraçados, chicote na alma, algemas na língua}
Cadê você minha doce vingança???

Já serão, seis da tarde, o dia inteiro já é todo dia
E eu só penso em ganhar dinheiro
Em águas internacionais pecar contra a heroína
Eu só penso em bombas no Congresso
e bater na cara, facada & navalha, em muita “gente honesta”
A essa hora minha idéia de felicidade
é dinamite, Juba Sniper & as Virgens do Paraíso.

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A Indústria vs. nem isto - nem aquilo
A Indústria vs. nem isto - nem aquilo


Faça silêncio! Você irá então escutar os sons da batalha. A fúria do mundo expressa no tilintar das máquinas/espadas, do ranger de ossos & ecos de roncos estomacais em plena fome.
Insurgências aqui & ali são engolidas pela alma dessa guerra: a indústria. Essa miríade que se incumbe em transformar tudo em negócios ou vergonha, sucesso e/ou esquecimento. Contra a fúria de nossos tempos o que pode se levantar sem ser plastificado pela indústria?
Os velhos deuses gargalham do Olimpo de nosso inconsciente enquanto são assassinados por outros deuses de morte & desertos!

Nos dias de hoje, cuspido das saídas metálicas das fábricas, suas cloacas televisivas estéticas, saem em série as mulheres de silicone, as modelos perfeitas forjadas nas matrizes frias que emolduram o plástico na linha da visão do fulgor hipócrita & disléxico de uma falsidade que é a base fundamental do pensamento da sociedade pós-moderna, a sedução do hiper-orgasmo dos filmes pornôs.
Hoje, o sistema sócio-econômico e cultural daquilo que conhecemos como humanidade tem como lema secreto o engodo total, na testa de cada homem e mulher está marcado com tinta invisível a frase “SOU AQUELE QUE FOI ENGANADO!”.

Que moral, ética, senso, ordem, o qualquer termo de merda que se queira usar para se referir ao “espírito” da Indústria e dos seus “homens de negócio”?
Enquanto enchem esse mundo com a porcaria de suas nomenclaturas e termos anti-obscenos, seus telemarketings, MBAs, challengers (bllllaaaaaaaaaarrrrrrrrrgggggg!!!!!),eles vão ganhando muito dinheiro & matando muita gente & doutrinando gerações de cabeças ocas que querem também ganhar muito dinheiro & matar muita gente & doutrinar outros até que não reste mais nada a não ser empresas & poemas dedicados aos sistemas de ventilações de seus condomínios silenciosos.
Ou você acha muito moral & correto a INDÚSTRIA FAMACÊUTICA simplesmente não conseguir SANAR A DIABETES por exemplo! NUNCA ERRADICARAM E NUNCA ERRADICARÃO DOENÇA NENHUMA DESSE MUNDO PORQUE DOENÇA DÁ MUITO DINHEIRO!
Diabetes, gripe, AIDS, obesidade, câncer, osteoporose, pressão alta, pressão baixa, gonorréia, pano branco... Um empresário farmacêutico arregala os olhos diante de tudo isso e só vê DINHEIRO!!!
Não se engane, não se engane mesmo ou serei obrigado a te chamar de otário. A indústria nunca produziu nada e nem produzirá algo que dê um bem realmente definitivo para a humanidade.
E ainda confiamos nesses desgraçados!
O mesmo se dá com POLÍTICOS, esses canalhas que estão envolvidos com todos os tipos de crimes que você possa pensar! TODOS OS TIPOS DE CRIMES!
Idem para religiosos, policiais, jornalistas, empresários, etc...

Faça silêncio!

POR FAVOR, NÃO ME OBEDEÇA!
GRITE!!!
Você foi enganado. Você sempre foi enganado.
A mentira vêm das coisas que mais nos importam. Seu padre mentiu pra você, seu político mentiu pra você, a televisão te engana sempre, assim como a indústria de cosméticos, a mega-sena, o glúten, o avestruz e o boi verde, seu time de futebol e a biba da esquina te ludibriou direitinho, e seu pastor também te enganou, a loja onde compra, a polícia, os vendedores chineses nas ruas, a coca-diet, seus professores, seu advogado e seu contador, o cozinheiro, motorista, o carteiro, o Bush e o FHC e o Lula, todos, todos agiram igual ao seu traficante, eles te enganaram, te venderam ilusões e o envenenaram com a mentira, a corrupção e o logro.

E por que eles fizeram isso? Pra quê?
Quantos se perguntaram isso, quantos souberam a resposta!?!?
Para matar sem matar! Para aprisionar & ter poder!
Saiba o já sabido! A matrix/prisão É SUA MENTE!
NÃO É PRECISO NENHUMA CIÊNCIA DE ALTA-TECNOLOGIA PARA DOMINAR. PALAVRAS QUE DESPERTAM MEDO FAZEM MUITO BEM ESSE PAPEL!

Bombas – Ladrão – Drogas – Fome – Loucura – Desemprego – Multa – AIDS – Satanás – Proibido – Armas – Inferno – Cobra – Pecado – Vergonha – Analfabetismo – Estupro – Comunismo – Morte – Morte – Morte - ... TREMAM!!!!!!!!!!!!!!!

Assim dominam sem destruir a fonte de renda, os bichos do curral.
Com MEDO eles querem nos aproximar dos animais, querem arrancar qualquer indolente liberdade natural que se tenha. Esses animais dos quais nos querem aproximar não tem ligação com nosso lado animal, o qual nos dá também um caráter de altivez e proximidade com a natureza, e sim daqueles animais passivos, psilotérmicos, e burros!

É difícil entender isso. Poderão dizer que eu sou o único a mentir. Isso porque NOSSOS CORPOS E MENTES ESTÃO CONDICIONADOS A ACEITAR ESTE ESTADO DE INDIGÊNCIA, CORRUPÇÃO E MEDO COMO NORMAIS!

E para nos livrar disso só há a ARTE (e a RAIVA)! O mundo necessita de uma boa dose de raiva-bem-diregida para acertarmos certas contas! O mundo precisa também de uma arte que apresente uma alternativa à esse poder, essa arte deve ter o caráter de INTERMEDIALIDADE, senão será consequentemente absorvida, caso não seja tão mutante como é a diferença de cada um!

O poder desses vagabundos e suas consciências torpes não entendem nada do que seja intermediário, isso é uma aberração tão grande para eles que não se consegue ter um diálogo com este tipo de pessoas se introduzimos na conversa conceitos como terrorismo poético, magia, onissexualidade, panteísmo, deus-mulher, amor louco, ou qualquer termo que paire sua definição em suspenso pelo simples fato que não se define a ação do ato em movimento ou a poesia que possui os homens e o fazem habitar o coração das coisas.

O intermédio é o que está entre, neither-neither, o nem isso – nem aquilo, e por isso qualquer um, ambos ou nenhum dos “dois”, em suspensão, a junta, o intersecção, o indefinido, etc...

E aquilo que não se define, que não se rotula, que não se deixa apreender não pode ser comercializado, vendido, pois não tem um valor, não tem como se calcular um custo para algo que não se usa e usa sempre... - “Aarrgggggggggggg!” – diria o empresário louco pra por nas prateleiras a liberdade em si, como o fizeram com a felicidade prozaquina ou a ereção viagrética ou o sexo encamisado – florescentes e efusivas adaptações contra o medo da tristeza, da brocheza e das doenças venéreas (mortes!).

A arte e o artista que consegue se por na intermedialidade conseguirá também causar bons estragos nessa sociedade de bosta e incomodar os engravatados, desde os chulés das bolsas de valores até os que cheiradores de pó nos escritórios da ante-sala da chefia!

Avante então! Intermediariamente podemos causar muitos estragos!

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A Sedução da Subversão
A Sedução da Subversão
ou
A Felicidade


“Por querer o poder
Vivem os atrevidos que não tem nome
Pra querer tem que ter
Um desejo desafiando o homem”
*


Caos & Subversão sempre andaram juntos!
A Subversão está sentada à direita do Caos!
No mundo cotidiano, nas coisas comuns, nos círculos sociais, a Subversão é o dedo do Caos na ferida aberta do mundo.

Nessa sociedade onde cada vez mais o controle avança suas garras legais e repressivas sobre a vida das pessoas, onde a cultura sucumbiu aos encantos do comércio, até uma certa subversão é ventilada por entre os dutos que mantém uma semi-asfixia controlada pelo reacionarismo sempre reinante dos controladores da alimentação intelectual das massas, na dita superfície das coisas vãs!

Por isso, de vez em quando, no Rock n’ Roll, no cinema, nas literaturas, nas artes em geral, um pouco de uma certa subversão é administrada em doses homeopáticas à sociedade, o que muita das vezes é confundida, não erroneamente com imoralidade, “pouca vergonha”, baixaria, ou outros termos mais convenientes aos sempre frustrados censores das boas famílias e apoiadores das melhores torturas nos porões das ditaduras, sejam quais forem.

Essa “subversão”, que só pode nos interessar por seu caráter orgástico, não é uma subversão advinda do Caos, ela é antes, da ordem, um termômetro da tolerância social ao grau de apelo de certo produto à sociedade.

Em outras épocas, os carnavais eram bem mais nus!

Poderíamos identificar essa “subversão aceitável” como parte de uma ética da assimilação, o sistema cibernético de inclusão dos grupos sociais, aquilo que as pessoas se agarram no intuito de preservarem seus valores de tribo ao mesmo tempo em que são incentivadas à expandir seus paradigmas morais para que isso gere mais lucro e escravidão. Se lhe veio a mente o termo duplipensar, estamos pensando junto!

“Sem poder pra querer
Não vai ter depois e nem teve antes
Sem querer o poderTudo que tá bem perto fica distante”*

A verdadeira subversão, aquela que é filha do Caos, está no lugar em que sempre esteve, vibrando como a coisa selvagem, nervosa e maliciosa que é, a Subversão repousa inquieta no centro nevrálgico de onde emana toda e qualquer felicidade.

Ela está sempre ao alcance de todos, porém não está nas primeiras páginas dos jornais, à não ser quando é presa ou mata; ela não está nas palavras de formadores de opinião covardes, que esbravejam diante câmeras e depois se elegem ao bordel da política. Ela não ladeia executivos de cabelos de chapinha que com dedos em riste demitem ou contratam sonhadores de fortunas & modelos mais acessíveis.

A Subversão não se acha no direito de, respaldado por um diploma, querer dizer o que e quando devemos comer, dormir, latir, defecar, e nem dizer que empregos está pagando mais no mercado ou onde se deve ir no sábado à noite!

TUDO ISSO TÃO LONGE DA VERDADEIRA SUBVERSÃO!

Não se enganem! No dia que encontrarem a felicidade na atitude e ação pela subversão, este dia vocês pela primeira vez foram subversos, este dia vocês realizaram sua primeira ação pelo Caos.

A Subversão traz o sentido de revolta, insubordinação contra a autoridade, às instituições, às leis e aos princípios estabelecidos, solapar o estado de coisas estabelecido. O termo “clandestino” também é muito próximo à subversão, expressa muito bem o sentimento que esta desperta: o ilegal, o subterrâneo, aquilo feito às escondidas. Na proximidade do imponderável, do nem isto nem aquilo, a Felicidade se encaixa bem como a definição de um estado de ser do subversivo, a recompensa pela raiva jorrada na cara das ovelhinhas que mansamente acham ser felicidade assistir TV, pagar os impostos e poder beber cerveja toda Sexta-Feira em um país que não terremoto!


Não, obrigado! Prefiro a Raiva!

Os comunistas donos de um banco... Os bóias-fria vão ter uma boa vida... Todas as coisas vão ter mais-valia... Os rejeitados vão ter outra chance... Até loucura vai fazer sentido...
Quando alguém for feliz
Porque é!*


(*Citação: "Utopia" de Arnaldo Brandão e Tavinho Paes do Hanoi Hanoi)

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(Diários de Abdul)
Viva o Fogo!


(Um poema incendiário)


As chamas
marcham sem ordem unida
rumo ao rumo de suas intenções
todas as direções
-conflitos ônticos
-anarquismo ontológico.
Pise firme & forte com seus pés descalços
pense forte & firme a inspiração nua
limpe o pó entre os dedos & o limo do cérebro
e sopre tudo na cara sisuda dos generais
esse é o vaga-pó vo0do0 dos Djins.
O Exército do Cão assola as ruas
infesta de indigesta poesia
a sutura podre & plástica da moda risonha
piegas & sebosa dos executivos/as-putas/
os carcarás.
Nossos carinhos diretos são extensos & intensos
são feitos de balas de fuzil no ar
shurikens ninjas afiados
e objetos obscenos corretamente manuseados
tudo traficado de nossos sonhos pra cá.
Somos a raiva & a poesia tensa das ruas
não temos olhares cansados
nem mamamos nas telas da República
não puxamos o bolso escrotal de velho nenhum
ou assediamos o tempo alheio em vão.
N.Ó.S. N.Ã.O.
telegrafamos esperanças
N.Ó.S. N.Ã.O.
vendemos ilusões
Não mudamos .com o vento nem dizemos amor só.
P.R.E.S.T.E. A.T.E.N.Ç.Ã.O.:.
Nossa Arte é nossa Virtude
O Caos é o caos e é o chaos e é o kaos e é o kaoz.
Nós somos as chamas & o Caos é o Fogo!

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Versos do Homem-Elefante
Versos do Homem-Elefante


beba e sue e feda e esfrie a alma na candura do carinho da datura
escorra lento pelas quinas das ruas
um resto de honestidade
uma latência dormente, por inteiro
compre & use: tráfico dos sonhos!
o preço é sua senha de acesso ao excesso que os deuses lhe deram
te faço um resto de homem em troca de seu silêncio
e deixe o buraco abrir!
deixe... a enxurrada levar!
deixe... a família morrer!
deixe... Deus cansar!
deixe... a policia chegar!
deixe... o governador roubar!
deixe... que fique, que fale e que pense
tu não ta fazendo nada
e eu...eu na raiva
eu no ódio de tu no ópio
eu puto de tu na puta
eu na merda de tu na lerda
eu na lida e tu na vida
-uma palavra pra essa farça:
DESGRAÇA!!!
eu na raiva!

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Ultima Ratio Rerum Nero
Ultima Ratio Rerum Nero

(Poema anti-urbanidade)


/Polis/
-Cidade:
polícia & cimento & política & correntes
& polêmica & cicuta & poluição & acidentes
&pidêmias...
/Uivos nervosos de motores
roncos de fome
rancor circulando nos fios elétricos
sempre acham consumidores/
/A seiva corruptabrota pútridadas bocas nojentas de cada vereador/
/Voando no vento grosso
toscos papéis-propaganda
com a merda marketista
restos, baixos, pobres, sujos, apelativosempre
endimentos privada!/
/De cada lado das via veias venenosas
barreiras para escravizar os olhos
defecando preços, juros, promoções, empréstimos/
/Evaporação de cuspe e mijos de cerveja
flutuâncias de arrotos e escapamentos
desaba de novo em chuva ácida
sem bênçãos nem sossego
inundações fecais retornam aos donos/
/Trafegando acima dos dinossauros reciclados
semi-animais em dinâmica mendicância geral
roubos alterados, comércio & ladrões
filas domesticantesindiferença industrializada/
/A pululante população com as mãos atoladas
em uma maneira de viver pior que a morte,
A vida vitimada pela civilizaçãoum conceito de desvalor
uma mentira concreta/
/Sistemas excretantes em conflito
Urbanos urubus em vôo asfálicos!
-Cidades:
engenhos de produzir chacinas
finanças do sofrimento
linha de produção de miséria
contaminação cibernética
laboratório de adicção
platôs da separação
domínios de domar húmus
e sugar o impostor imposto para si viver/

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As Maldições de Abdul
As Maldições de Abdul

"Oh! Negro Djinn, sombra de mim mesmo, VÁ!, destrua meu inimigo...”


Nosso silêncio é o do formigueiro,
Nossa quietude é a do vulcão,
Nossa saliva é do sabor do limão,
E nossa felicidade é o regozijo da vingança realizada!
Evoluímos como o impacto das placas tectônicas
-o choque da discordia mundial.
&
Aos políticos brasileiros,
essa corja corrupta, classista, egoístas,
sinistros traidores da liberdade,
Desejamos um holocausto rápido e higiênico;
Que definhem na inanição e arrastem juntoa quadrilha familiar que com eles, sem peso moral, sugam também o suor das pessoas comuns.
&
Aos sagazes intrépidos aplicadores das Bolsas;
Esses parasitas da raça humana,
trabalhadores da expropriação,
semeadores da distribuição da fome e da pobreza,
trogloditas vestidos de ternos e seda;
Que a miséria e a ira os alcancem
e dizimem seus ninhos e suas proles
como o fogo que queima ervas daninhas secas e inúteis.
&
Para os empresários do setor elétrico e telefônico;
Esses ladrões descarados e covardes;
Que revertam em suas navalhadas digitais
uma onda de eletro-pulsos e curto circuitos plasmáticos de ódio,
A energia da raiva!
Levando até os seus laresuma epidemia de seppukus tetânicos.
&
Quanto aos construtores do novo mundo,
os Maçons, guardiões do egoísmo,
nossa sincera maldição, que se fodam e afundem
na movediça sincresia econômica mundial
de suas primazias arrogantes silenciosas;
Que desabe como paredes fora de prumo em cima de vocês
toda seriedade pusilânime do 33, falsas caridades,
execrância interesseira piegas, o disfarce de sua ganância por poder;
Morram e não ressuscitem!
&
Esses comerciantes da fé pobre alheia,
contrabandistas bisonhos das mentiras religiosas,
ávidos sanguessugas do dizimo;
Que caia sobre vocês pedras e raios
um para cada benção maldita e exorcismos que infligiram
na cruzada de idiotizar meio mundo;
Que pereçam no remorso como o Criminoso de Tarso.
&
Quanto as fileiras dos defensores do patrimônio,
estado de terror e direitos dos ricos e privilegiados;
Soldados da repressão, Advogados lacaios, Marginais inquisitores,
mercenários das ditaduras permanentes do terceiro mundo;
Que a Justiça abandone a medida cega e use a foice afiada;
Todos vocês são bandidos, atuando com bandidos, com bandidos como chefes,
justiceiros bandidos que se punem entre vocês e massacram os honestos;
Comam-se uns aos outros canibais fardados, engravatados, encapuzados, matem-se
e desapareçam do mundo, policiais, marginais, advogados e seus donos.
&
Aos jornais, revistas, papeis não-higiênicos do cinismo corporativo;
Emissoras, canais e todas as mídias cloacas da usurpação mental;
Que brote tumores virulentos nas gargantas e nos dedos
que propagam e digitam o formação sofista de opiniões,
suas bajulações, suas manipulações,
suas armações para ofenderem e derrubarem quem não é seu amigo;
Falsos intelectuais, covardes palpiteiros;
Juízes canhestros da opinião pessoal.
&
Os famigerados senhores das Indústrias;
Poluidores do mundo e destruidores da natureza em prol dos lucros próprios;
Sócios dos cofres governamentais, sonegadores de impostos,
pagadores da esmola mínima salarial;
Que retorne para vocês no dia de sua maior alegria
toda a merda que despejaram no mundo,
que arrombe e inundem suas piscinas, suas festas regadas à pó e whisky;
Que os monstros do pântano de todas as podridões causadas
os atormente e a seus filhos e esposas e amantes e putas por toda eternidade;
Cultivadores de doenças, manipuladores da democracia, adictos do petróleo;
Queimem vivos como queimam a atmosfera.
&
Todo o resto,
banqueiros gigolôs , traficantes agiotas , empreiteiros das usuras pessoais,
cretinos falsificadores, analfabetos queimadores de ônibus, funcionários públicos salafrários, fiscais subornáveis, mendigos ricos,
filósofos de araque exilados, colunistas yupies tendenciosos,
cineastas frustrados empregados em emissoras de TV filhas da ditadura,
comentadores dos desastres semanais, cientistas da morte,
açougueiros de animais, animais de açougueiros, racistas em geral,
fabricantes de armas, donos das balas perdidas, estupradores...
Meus mais sinceros insultos & meus melhores desejos de infelicidade,
Que chegue logo a vocês!

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O Novo Priapus
O Novo Priapus


“Sim, bem primeiro nasceu o Cáos,
...e só depois Terra de largos seios de tudo assento sempre certo,
e Amor.”
(Platão)


Já há algum tempo venho tentando conceitualizar uma nova proposta de pornografia, mas a linha de raciocínio sempre estacava na questão da sublimação & simulação do pornô.

Levei muito para aceitar que talvez a pornografia seja em si por demais simplória e não agrega sofisticações sem perder o status de pornografia, ou porque, nos parâmetros comerciais que hoje é o produto pornográfico, o consumidor tenha ela como um produto final satisfatório e para muitos menos exigentes, o produto ideal, por isso ela não careça de inovações.

Ou porque, ainda, tudo que se poderia pensar em questão de desejos sublimados, já tenha sido filmado, fotografado, escrito, pensado e exibido. Apesar de todas essas asserções serem em um grau verdades, ainda vemos, aqui e ali, novas exigências quanto ao formato desses filmes e revistas, o que prova que o gênero não está de todo esgotado.

Para além da reinvidicação estética, para os modos e moldes de sublimação desejada, o saciar mais da curiosidade do que do tesão, o que se busca ao querermos repensar a pornografia é na verdade PROPOR uma NOVA SEXUALIDADE, e mais alguma coisa.

Se formos pessoas que tem compromisso com nosso desenvolvimento e desmascaramento existencial, com certeza essa busca de uma Nova Sexualidade irá desembocar em questões de fundamentos espirituais.

Então, ao propormos a tarefa de nos desvencilhar da pornografia industrial estamos na verdade revolvendo o fundo caótico de nosso espírito, respondendo ao apelo de liberdade incondicional que sempre nos assedia.

Para proporcionar então o advento (na verdade, o re-advento) de uma nova sexualidade que abranja uma inovação nos fundamentos estéticos e práticos da pornografia e uma nova relação humana com o divino, devemos voltar-nos aos velhos deuses eróticos e thanáticos da Grécia, assim como seria de grande auxílio para as mentes ocidentais, volver também a atenção e ter uma relação com os deuses hindus do prazer e da morte.

Porém, existe um porém!

O Novo Priapus, pelo qual devemos lutar para advir, é duplamente inovador, duplamente destruidor, um re-velar de antigos mitos que devém ressurgir com força avassaladora para essa época de nulidade espiritual.

No processo de industrialização do erotismo, extirparam da psique humana tudo que pudesse causar contato com o medo da morte. Humilhação e submissão, as heranças do desequilíbrio causadas pelo patriarcado na demente busca por poder e dominação do outro, da natureza, do biológico.

Tudo que há em um filme pornô hoje, em revistas de sexo, nos sites da net, sejam héteros, homos, bi ou pansexuais são expressões de tão somente dos preconceitos milenares do masculino contra o feminino e contra o desconhecido sagrado; quando não são fazões de filias, o que também tem plena demanda.

Jorros faciais, estupros anais, felação múltipla, comer esperma, transar com animais, submissões idiotas, tudo no altar ereto do falso priapo da masculinidade, do “faloismo” falho, da exuberância que não dá fartura, das imensas picas nulas em divindade, das belas e fartas mulheres que são simples urnas duplamente masturbatórias sem poder uraniano algum.

O Novo Priapus deve destruir o apelo à estética da humilhação e deve destruir a falsa imagem do garanhão e da deusa do sexo, destituí-los de sua autoridade de formação de padrão de orgasmo ruidosamente falsos.

O Novo Priapus deve inovar na possibilidade de ampliar o contato real das pessoas com a realização de seus desejos e não só ficarem na sublimação do simulacro, ele deve inovar também ao reinstituir uma visão thanatérica (Thanatos + Eros) do mundo e do sexo em sua totalidade.

-Veja! Há uma nova visão à sua disposição!

Há um novo Olho pelo qual se pode olhar para o outro e ver ressurgir o desejo mesmo que esse outro não esteja dentro de padrões estabelecidos pela moda ou pela mídia, etc. Há uma Mão que pode nos guiar pelo labirinto da banalidade e da mediocridade e estabelecer a possibilidade de todo contato ser o toque do prazer, e essa Mão é a que com punhos fechados destruirá os castelos de areia erguidos pelo comércio. O fícus escancarado na cara do mundo hipócrita!

Basta um pouco da energia certa, a energia renovadora de Kali para destruirmos esse mundo de mentiras sobre sexo e espiritualidade. Arrasar mentes, corpos, conceitos, e nesse campo minado, revolver a velha e seca terra, adubá-la e colher os novos frutos.

O sexo, a cópula sendo algo de caráter duplo, prazer e reprodução, exigem imediatamente o respeito que devemos ter para com o ato, o Novo Priapus é a referência que deve ser como “uma estrela no céu do mundo”, o Novo Priapus representa a fertilidade, a fecundação, a abundância, o erotismo e a morte, conceitos esquecidos e deturpados através dos séculos pelos homens.

Faz-se necessário para marcar esse momento de reinvidicação e estabelecimento desta Nova Sexualidade um manifesto pornô-orgástico.

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O Novo Priapus – Um Manifesto Porno-Orgástico
O Novo Priapus – Um Manifesto Porno-Orgástico


onde

“A imaginação é a voz do atrevimento”
(Henry Miller),

então

“... livre-se de todos os meios para atingir um fim... faça agora, não daqui a pouco... pois o desejo só é realizável pela ação... o objetivo final é alcançado
não pela mera pronúncia das palavras'eu sou o que eu sou', nem pela simulação, mas pelo ato vivo.
Não pretenda ser o 'eu' apenas,seja o 'Eu' absoluto, completo e real, agora."
(Austin Osman Spare).

(Benedictus Fornicatus!)


***


Supera-se o conflito entre vontade e realização tendo contato com os corpos.
-Tenha contato!
O processo de sublimação é o principal fator de atrofiamento intelecto-espiritual humano em voga!
Não sublime, não simule!
- FAÇA!
De espectador a espectro é só um pequeno salto binário,
não virtualize.
-Tenha contato!

Haja no mundo em prol do despertar do Novo Priapus!
Seja o Avatar do retorno do culto de carne e fartura (morte & erotismo) de Priapus e Priapéia, rogando pela reverberação dos ecos do som da flauta de Pã e o gosto do sangue de Baco novamente por esses lados do planeta! E do Oriente as benesses que nunca pereceram de Kama-deva, Brahman & Kali e todas as potências que exigem devoção em amor, entrega, fartura e prazer.

-Já temos silício, adrenalina e silicone em abundância, queremos mais contato físico, serotonina e carne quente. Queremos menos moda, maquiagem e macaquices atléticas e mais arte, pele ao natural e serenidade, menos anabolizantes e mais saúde, menos bobos-da-corte berrando em alto-falantes o amor do deus e mais comunhão com a natureza e o divino

-Que você se baste enquanto causador de sua própria felicidade! Que sua imaginação seja a medida de todas as coisas! Que o limite onde puder levar seu pensamento seja o limite de sua felicidade factível, efetiva, eterna & infinita!O limite de seu desejo e o do outro é o começo da realização do consenso e do advento de toda orgia possível.

Que essa busca e conquista possa ser o restabelecimento do feminino e do masculino em equilíbrio pela sanidade, poder, paz e GOZO!

Atreva-se a ser tudo que quer!E leve essa nova ao mundo:
Priapus voltou!

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“Sayoc Kali”
“Sayoc Kali”

~(Pela Glória de Hassan Bin Sabbah)~


-Um poema para minha faca-



Dança adaga
voa cortando éter
Obedece a vontade da minha mão
leva a sorte de los ~Hashashiyyin~

Corta afiadao ar, a carne, a alma
Manufatura do golpe da raivafio
frio & corte mortal

Aço afiadocom o corte da morte
O beijo da lâminacrava
fundo & forte

Esse é o carinho da mão de Abdul
para os malditos corruptos
para os malditos exploradores
para aqueles que odeiam a liberdade alheia

Facada!

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Motivos para revoltar-se!
Motivos para revoltar-se!
Você precisa motivos para revoltar-se?
Você é parte de um jogo onde 1% dos que participam ganham, e sempre são os mesmos que estão ganhando!
Esse mundo filho-da-puta não espera nada de você! (*saiba: mundo= sistema, disposição e regras do jogo chamado “vida em sociedade”).
Então, esse mundo filho-da-puta não espera nada de você! Nem respostas nem questões, o mundo é indiferente aos seus esforços ou desleixos.
O sistema não quer nem saber, ele quer te trucidar, te moer, te enfraquecer e quebrar sua vontade. No jogo fedorento que ele nos pôs sem nosso aval ele quer fazer de gato e sapato pra outro filho-da-puta se dar melhor que você!
Onde está escrito que as coisas são assim? Que elas tem que ser assim??? De onde se tira essa idéia louca e injusta que quem se dá bem na vida está apenas sendo privilegiado pelo sistema?
Essas perguntas podem ser formulados tanto por um rico, um miserável ou um, como dizem, “remediado”. Esses “remediados” (os mais doentes de todos) são justamente o filão social que mais engrossam no cartório ilegítimo das explorações o atestado que esse jogo perverso é válido!
Isso por medo e ilusão. Medo de perder o quase nada que tem e a ilusão de um dia ganharem algo. Mas, onde está escrito as regras desse jogo? Como posso provar que as coisas estão dispostas assim?
Ora meus caros!!! Podemos perceber essas mazelas do mundo em certos detalhes hipócritas, que muitas vezes estão escancaradas, mas as legiões de imbecis não percebem porque justamente aceitam a regra do jogo.
Todo aparato das forças de Submissão estão ativos e funcionando a pleno vapor!
Veja a disposição total das coisas: mentiras, corrupção, exploração, barbárie, indigências. E todo o aparato das forças de Submissão que lhe domesticam constantemente na TV, rádio, igrejas, jornais, eles desejam sua completa entrega à Escravidão: silêncio & subserviência às regras do jogo. Os fatos bons, hoje, representam apenas uma articulação para propiciar mais sublimação e cartase, simulação para as massas sedentas de ópio, violência e beleza fácil (palavras bonitas, doçura, moral, apego e sado-masoquismo).
Não podemos permitir assimilação em nós, se queremos quebrar as regras do jogo! Mesmo porque não há armistício, não há paz! É matar ou morrer! Você tem que reconhecer isso, não há desenvolvimento daquilo que é verdadeiramente necessário para o bem-estar da humanidade (a não ser a mística), só há regressões da humanidade.
Então, se você não é um dos privilegiados pela loteria da Babilônia, você tem duas opções: -Você pode continuar a ser um peão do jogo, carvão pra ser torrado na fogueira dos desesperado (Quem quer dinheiro??? – Tudo por dinheiro!!!), se resignar a ser escravo.
Não falo pra esses.
-OU VOCÊ PODE DECIDIR QUEBRAR O CONTRATO DO JOGO. ISSO LHE CAUSARÁ MUITA INFELICIDADE, MAS SUA VINGANÇA SERÁ MUITO DOCE E PRAZEROSA. ESSA É A NOSSA NÃO-RESPOSTA AO MUNDO!
A partir de hoje, em qualquer situação, não participe mais do jogo deles, quebre as regras, surpreenda, comece a descondicionar-se repelindo certas conveniências criadas apenas para manter a tranqüilidade dos que estão faturando com o jogo, todo esse papo que pregam mas não seguem: ética, pagar impostos, igualdade & fraternidade & liberdade, religiosidade, ciência, autoridade, trabalho, propriedade, paternalismo, bom senso, etc...
Seja na medida do possível, e extrapolando os limites, amoral (para isso seria interessante um entendimento da ironia socrática), tenha sempre consigo um ingenuidade calculada nos tramites cotidianos, especule os porquês, pergunte, inquira, importune até fazer com que defensores de posições hipócritas se sintam humilhados e com vergonha do que pensam, isso irritará muito os vigilantes da moral e dos bons costumes, esses adictos do remédio da tolerância social!
Não pagar impostos é, no sistema de hoje, quase utópico, pois a policia do imposto é mais atuante que as forças que deviam dar segurança às pessoas, mas o que há é que quanto mais dinheiro se tem, mais fácil é de se sonegar! Então só resta a sabotagem contra esses que sonegam muito porque tem muito. Na medida do possível, chantageie, denuncie quando tiver provas irrefutáveis, faça o possível pra fuder um rico.
Igualdade é muito bonito, mas você deve se conscientizar que tem gente que é uma merda, não prestam mesmo e são inferiores a você! Os de cima pensam isso de você por motivos diferentes (pergunte a um Inglês o que acham do resto dos povos do mundo – não precisa perguntar não! Estude História – e isso se dá nas estratificações sociais de uma mesma sociedade).
Fraternidade? Maravilhoso! Um bando de maçons de barriga cheia e atolados na pompa! Aí, entre eles, a fraternidade se desenvolve belamente! Nos círculos populares quando se quer uma passeata contra a violência que cai feito merda sobre a elite do Rio ou São Paulo, quanta fraternidade! Onde está a fraternidade onde há lucro e bem-estar? Quebra-se a Bolsa e demissões são providenciadas, para haver controle da inflação o desemprego deve ser alto... Ta!
Liberdade é magnífica! Principalmente se ela for desfrutada sem precisar ser exercida via financeira, ou em carteiradas, ou pela fama! Homens livres são perigosos, e nunca seremos totalmente livres enquanto houver quem tema e tenha a perder com a liberdade! Vocês não acreditam? Então defendam a sonegação de impostos, defendam a liberação das drogas, defendam a ética da desobediência, defendam o não comparecimento das pessoas para votar!!!
Hostilize os religiosos e comece a defender a Espiritualidade! Demonstre publicamente o prejuízo que religiões organizadas fizeram ao mundo e prove que nunca houve acréscimo nenhum em se crer em um deus a não ser a passividade social, por outro lado, um individuo livre que cultiva a busca espiritual é sim um caso de perigo social, não um prejuízo social como padres, pastores, missionários e crentes imbecis afins.
O mesmo se dá com a religião da ciência e do trabalho, ambos crenças doutrinarias prejudiciais, com seus deuses, salvadores e mentiras! Essas coisas que não levam a lugar nenhum! Porém a ciência ainda tem salvação e utilidade enquanto o trabalho é só uma forma social de medo e fantasmagoria, ninguém nunca ficou rico trabalhando e a ciência até hoje esteve a serviço do comércio e da indústria.
Siga sempre esses critérios de denúncia e desvelamento das hipocrisias sociais. Não preciso pensar por você, você é capaz de perceber o que é necessário confrontarmos se leu isso até aqui.
Boa sorte e uma feliz destruição!

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(Poema às verdades & mentiras de minha alma/corpo)
(Eu sou um)
Monólito
Eu não mudo
Eu sou um deus
Eu não mudo
Meus propósitos firmes
de
ferro & fúria & erros & poesia
Meus intentos
de
fogo & morte & luz & incompreensão
Provam que sou
Aço
Pedra
Tronco
Montanha
Estrela Dançante
no céu imóvel do mundo
Fixo no rumo que aponto
Nasci pra resistir
Nasci pra não mudar
Nasci pra ser o que sou
Matéria prima
Faça de mim o que quiser
Oh! Caos!
Monólito Possibilidades
Monolítico Caos.

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(Poema das caravanas absortos de Abdul)
Enamorado das estrelas cintilantes
Abdul se assombra com o céu do deserto
& bebe o sentimento das constelações:
beleza & angústia & tesão
.
E sentindo a solidão lhe seduzir com seu canto de cascavel & noite
Abdul lembra-se de Firduzi
& o cavalo que corre montado pelo próprio grito insuportável
da verdade para o meio dos desertos
.
Ah! Sim!Abdul está no deserto, está no in-certoo mais correto assento de todas as certezas
Sonhar, criar, destruir
Leve sempre contigo o que deve destruir: certezas!
.
Certa noite no deserto, na clareira da civilização
Abdul sonhou inspirado pelo Caos & despertou
Sabe desde então que seus sonhos são pesadelospara uns poucos, esses covardes que são o pesadelo do mundo
.
Monolítico Abdul se moveu do deserto trazendo-o consigo
para encher de areia a boca & a cova dessa raça-desgraça
Trazendo a cura para esse câncer da terra,a morte para esses vermes disfarçados de reis
.
À esses, do deserto, a vinha de ira de Abdul, ele trouxe
Raiva Fúria Combate Guerra
Abdul ergue a espada, o punho, a pedra
Ereto em tudo, insurgente urgente
revanchista, vingativo, libertário, belo
.
Abdul, o anjo da morte, o mágico chinêso poeta terrorista, o senhor de nada
o ninja niilista, o sábio do paradoxo
o general do exercito do cão, o amante louco...
.
No deserto, na cidade, na redeo alfa & o Omega
Caos & Ocaso – acaso se perdeste?
Abdul convulsiona possuído pela loucura de Kali
Essas suas palavras
-Todos os filhos do Caos tem tudo que precisam para o levante:
Indignação + Raiva + Amor.

.


(Se lhe falta algo disso, meu caro, minha cara, você também é um verme, se lhe falta algo disso, está dormindo! Abdul, acordado, espalha pelas ruas o ódio bom do Caos – seu desassossego!!!)

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A Raiva!
A Raiva!
“...Sempre foram ardentes os que criaram o bem e o mal.
O fogo do amor e o fogo da raiva ardemsob o nome de todas as virtudes.”
Nietzsche
Energia é raiva & raiva é energia!
E como tudo que é grande, a Raiva está em meio à tempestade também! A raiva é a tempestade! Raios, trovões, vendavais! Energia da natureza!
Tudo que é vivo tende à liberdade, o estado natural de liberdade é sossego. Porém quando se ameaça & extingue essa serenidade, seja pela coerção ou pela exploração alheia, faz-se necessário aquilo que é indomável, o que grades & Leis não detém: a Raiva!
A raiva é um sentimento que aproxima o ser humano de um estado original em que outrora viveu, um estado de atenção plena, pela sua indisposição natural para com a natureza, pois o ser humano existe em uma disposição existencial que o impele à sentir mais, & consequentemente o leva a perscrutar a liberdade, o prazer & a beleza, querer sempre isso consigo, & tudo que tolha & o coíba disso, é seu inimigo.
Outrora foi a natureza que obrigou o ser humano a resistir da forma que lhe convinha, então ele se adaptou & produziu objetos que o auxilia a viver bem no mundo.
Entretanto hoje, o Sistema é o que ameaça o ser humano, aquilo que ele erigiu em suas fantasias como Civilização; & sua contradição para com esse sistema é irreconciliável, porque este é dirigido metodicamente por outros seres “humanos” com a intenção maligna de escravizar & destruir os outros em nome de seu conforto & Poder.
Nesse cenário se faz necessária & sadia o uso & o sentimento de raiva.
O senso comum costuma por na mesma panela-do-diabo dos pré-juizos & medos religiosos a raiva & o ódio. Porém devemos fazer perceber que a raiva é esse sentimento humano natural, um impulso de vida, de sobrevivência, que proporciona outra das atitudes mais naturais do ser humano, que é a violência, no sentido de vigor, força, energia.
Tudo que há carrega em sua essência de ser algo de violento. As coisas, as obras, a inspiração, o coito, as artes, as plantas, os animais, a culinária, os sons, tudo, tudo vêm a existir & permanecer por atos de violência & agressão. Heráclito¹ já nos ensinava sobre o Pólemos: a luta, a polêmica, a disputa! No final a violência é zero sum entre a humanidade.
O ódio, porém, já é o excesso. O ódio é a premissa fundante dos opressores, dos negadores da poesia, daqueles que se apóiam na ignorância & na repressão para obter o Poder. O ódio é Poder, a raiva é poder!
A doutrina corrente no mundo, essa que domestica a ferro & fogo as mentes, que são o ópio, o coturno & as armas, a pieguice do discurso da bondade & da fraternidade, a religiosidade imbecil, a moda, o marketing, o profissionalismo, tudo isso que torna o ser humano um animalzinho ridículo & acanhado sempre pronto para ser moído pela máquina de massificar da sociedade & pasteurizar a liberdade, a exerção do Poder.
O execrável “cidadão ordeiro”, o pio & o crente, o “bom moço”, o politicamente correto, o dócil pai & mãe de família, todos esses cordeirinhos civilizados ou militarizados que facilitaram tornar o mundo o paraíso dos lobos & o inferno para o resto, para si mesmo; são esses seres passivos que só entendem o ódio & não sabem nada de poesia, amor, superação, Caos & raiva!
Não sabem daquilo que Nietzsche nos apontou que está para além do bem & do mal, a apreciação de uma “moral” para além da baixeza & da covardia ensinada aos domesticados cérebros atuais. Falar sobre isso é quase niilismo porque a mente da maioria das pessoas não está condicionada a pensar sobre tais coisas, por isso a raiva lhes é estranha, repulsiva, hedionda & criminosa. Porém sei: criminosa é a mentira em que vivem os seres humanos & a raiva não pode tolerar a mentira porque ela é cheia de razão, ela enlouquece em seu desespero por justiça! ²
“Não é a cólera, é o riso que mata. Adiante! Matemos o espírito do pesadelo!”³, brada o Dionísio!!! Justamente essa gravidade, essa formalidade, é o que mata, é a mentira que aproxima a raiva do ódio & o amor da benevolência, meus caros cordeirinhos, o contrário de amor não é o ódio ou a raiva, o inverso do amor é a estupidez que faz o ser humano aceitar essa fachada de civilidade, essa prisão para a mente, essa cornucópia dos injustos & ímpios!
Um rol de estupidez humana: morrer na cruz, preservar para as gerações futuras, servir cegamente ao próximo, dar a outra face, ter compaixão, ficar calado, não protestar, pedir perdão dos pecados, aceitarem o mundo como ele é... a raiva apenas diz: não há modo mais correto de se ser do que aquele que nos faz agir sendo nem bom demais, nem mau demais!
A fragrância do sândalo da raiva perfuma de subversão & rebeldia lisérgica o machado da hipocrisia & da opressão, seu odor é de vingança, sua textura é de liberdade e sua composição química é corrosiva, ácida, para corroer esse aço, esse vil metal!
O Tempo & o Ser prevalecem na atividade do Caos & na História, os entes são ação, eles podem baixar a cabeça ou erguerem o punho! Qual desses seres você acredita que a raiva energiza?
A renúncia à paz que agoniza é o que conduz ao Mesmo, o Mesmo é a ancestralidade, nossa ancestralidade fala de Luta, tentativas, erros & também fala de prevalecer, acertos, possibilidades mil, a beleza de lutar pela liberdade contra tudo e contra todos, esse espírito dos anarquistas, dos quilombos, dos piratas, das cavernas lendárias, de Croatã & do Novo Éden, a renúncia & a resposta a esse mundo de merda.
O ódio destrói a natureza, a raiva sabota madeireiras; o ódio promove abortos, a raiva ataca clinicas & médicos criminosos; o ódio esfola animais, a raiva danifica suas peles em pescoços de madames; o ódio oprime & suga o povo, a raiva guilhotina os reis; o ódio queima mulheres em fogueiras, a raiva dança à luz do luar; o ódio distribui papéis de promoção, a raiva distribui panfletos subversivos; o ódio explode bombas nucleares, a raiva é kamikaze & guerrilheira; o ódio pede castidade & clausura & doações, a raiva quer orgias & o caminho do campo & a não-propriedade; o ódio é a fome & a vergonha, a raiva é o banquete & a nudez; o ódio é Las Vegas, a raiva a Via Láctea; o ódio é a política, a raiva a justiça; o ódio é a guerra, a raiva o levante; o ódio é a técnica, a raiva a poesia; o ódio é a Ordem, a raiva o Caos! O ódio são Códigos, a raiva, uma Energia!
Poderão me acusar de querer re-fundar o conceito de raiva, de querer distorcer & adequar termos às minhas próprias opiniões. O que exponho aqui é poesia, & poesia é a verdade, porque busca nas coisas o dizer que fala direto do coração dessas próprias coisas. Essas verdades são inquietantes porque falam do fundo ontológico da realidade, dos fundamentos que partindo do pensar constroem o concreto.
O mito fundante da raiva é encontrado no Exercito do Cão. Ora, não obstante a raiva ser uma doença que ataca cães e os torna uma ameaça à saúde pública, a pessoa possuída por essa nossa raiva também se torna uma ameaça à ordem pública, a saúde da civilização “ordeira”.
Essa raiva é a própria Autarquia que os filósofos Cínicos4 propagavam como condição de auto-suficiência que o ser humano necessita para viver. A raiva é tudo que o ser humano precisa pra mudar esse mundo de escravidão, as asas & as turbinas das moscas de nossas indignações, para além das janelas de nossas casas, ganhando as ruas com fogo & poesia & pedras &tc...
Há urgência em se ter raiva, pois árvores & rios não há tem, & eles também são oprimidos & explorados, é urgente se ter raiva, pois os mortos pelas ditaduras & pelos processos econômicos não podem mais se enraivecer, é necessário & urgente nos enraivecermos contra a disposição totalitária da sociedade porque com bondade & risos os senhores donos do mundo não nos temerão, eles continuaram rindo e tendo o sossego da paz de nossa passividade.
É plenamente necessária a Raiva, por que a Quietude só produz consolo, ela está nos túmulos & na espera eterna das promessas, & quem tem raiva não quer mais esperar, não quer ir embora, porque o além, cheio de suas flores & beatitudes não nos interessa mais; a raiva nos iluminou aqui, & aqui & agora é que a raiva nos impele contra o mundo! Com a Raiva dialogamos como Eterno Caos dentro de nós!
Sua resposta é a Liberdade!
Raiva!
Uma Energia...
Neither Neither
&
“O Sândalo perfuma o machado que o fere!”
Zero Sum
Ser
“Nem bom demais, nem mau demais!”
Sein & Zeit
&serenidade&
“Tudo fala da renúncia que conduz ao mesmo!”
A anti-verdade
“amar & mudar as coisas...”
Rock n’ Roll
pois
“O mundo é cheio de som & fúria!”
Anger Angel
...
Caos
estrelas dançantes, deus dançante
-no mundo que finalmente sabemos:
“Nada é verdadeiro, tudo é permitido!”
Com medo,
submeta-se!
Sem medo,
tenha raiva!
Notas:
1- Em traduções pertinentes dos fragmentos de Heráclito, encontramos duas passagens que apresentam o sentido originário da palavra guerra: 1. “É necessário saber que a guerra é comum e a justiça, discórdia, e que todas as coisas vêm a ser segundo discórdia e necessidade”.
2. “De todos a guerra é pai, de todos é rei; uns indica deuses, outros homens; de uns faz escravos, de outros, livres”.2- “Há sempre um pouco de loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.” (F. Nietzsche)
3- “Assim Falava Zaratustra” de F. Nietzsche.
4- “O cínico seria, assim, o anarquista primordial: ele desacredita nas conquistas da civilização, e suas estruturas jurídicas, religiosas e sociais - elas não trariam qualquer benefício ao homem. Sendo auto-suficiente, tudo aquilo que naturalmente não é dado ao homem pelo nascimento (como o instinto), não pode servir de base para a conceituação da ética”. “A palavra Cinismo deriva do grego kynismós, chegando até o presente pelo latim cynismu. É um termo derivado da palavra grega para cachorro: kŷőn, kynós, numa analogia com o fato de os cínicos pregarem uma vida como a dos cães, na ótica das pessoas contemporâneas”. (Wikipedia)

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O Perigo
O Perigo
“Mas onde há o perigo, ali cresce também o que salva.”M. Heidegger
Devemos ser as mudanças que queremos!
SER é PENSAR + AGIR! As idéias já estão dadas! Agora, a AÇÃO! Devemos ser o PERIGO, pois mudanças sempre o trazem consigo!
O perigo é aquilo que ameaça, o perigo é o que nos põe em ATENÇÃO. Um perigo indica uma proximidade mórbida & medrosa com o cuidado & a covardia, outro é uma imanência que nos desperta, o sinal inegável que acordamos, e não nos acovardamos.
Muitas coisas nos ameaçam. A maior das ameaças é o próprio mundo como ele está hoje, o sistema, a (in)disposição das coisas.
Outrora foi apontado como o perigo para o ser humano a técnica, a tal techné e toda essa reflexão correta do afastamento da meditação sobre a realidade e a aproximação do cálculo, uma forma passiva de nos transformarmos em mercadoria.
A ameaça do mundo é uma ameaça à nossa essência, & nossa essência é FELICIDADE & LIBERDADE!
Quando isso nos é tirado, apenas sobrevivemos, apenas SEGUIMOS leis & códigos.
Porém, da mesma forma que essa tecnologia & esse sistema são o que “des-serena” & oprime o ser humano, neles já estão contido o antídoto para esse veneno de ordem & paralisia & passividade, a saber, a perigosa REFLEXÃO e conseqüente ação pela liberdade & justiça & felicidade no mundo.
Hoje, de um modo geral, em sua maioria as pessoas estão infelizes & são escravas do artifício, servos das aparências. Aquilo que possuímos nos possui, o que gastamos nos gasta, queremos o bem & realizamos o mal, a religião não espiritualiza, vende-se marcas e não bem-estar, todas as verdades são mentiras...
Devemos, pois dar respostas às ameaças & desgraças do mundo, devemos dar o retorno que o sistema pede de nós, devemos retribuir a quem causa as merdas do mundo com merdas para suas vidas. Para aquilo que nos ameaça devemos ser uma ameaça, é só isso que eles entendem. Contra o ódio do mundo, a raiva do indivíduo; contra o esfolamento sócio-político, a inteligência decente; contra as mentiras & dogmatismo espirituais, a sabedoria mística inquieta; contra a frieza da economia, a generosidade... Devemos ser o PERIGO! Ser o perigo é como ter o Djinn à nossa disposição, é acreditar na magia das coisas, na força raivosa da vida. Ser o perigo é incomodar, ser o perigo é desmascarar, ser o perigo é ser você em sua originalidade: liberto & feliz!
Diferentemente do perigo do sistema, do perigo dos marginais, dos perigos do trânsito, onde esse perigo flui dos DEFEITOS inerentes a essas condições perniciosas, NOSSO perigo é um traço de nossas VIRTUDES. Somos o caos com um porquê! E te digo: O Céu Tushita está vazio!!!
Os seres perfeitos que deviam habitar aquele lugar estão todos aqui & em paragens piores pra MUDAR esse mundo, nós somos esses avatares que vieram trazer o perigo da justiça ao mundo. Aquele que porta a justiça traz a coragem, a coragem cultiva o perigo, por isso o perigo-que-anda não erra! Não pode errar aquilo que liberta pois é ele próprio possuído pela liberdade!
Nosso perigo é como a picada da vespa, é como a garra do tigre, nosso perigo é como a força do elefante, ele é natural diante dos inimigos de nossa felicidade. Mas é de tal naturalidade que insiste em que tudo pode ser transformado. Ele carrega alta dose de amor!
Nosso perigo só é enquanto AGIMOS. O perigo só é se for AÇÃO. Sem ação o que somos é só simulação, aparências, inautenticidade, AGINDO SOMOS PERIGOSOS! E aí, pelo menos aí, temos que fazer o melhor! Não basta estarmos aqui então, temos que ACONTECER COMO PERIGO. Faz-se então importante sabermos o que temos que realizar: a serenidade para nós & o desassossego para eles, uma “ecopraxis” perfeita das forças de nossa liberdade & nossa felicidade MUDANDO AS COISAS!

Ressurgimos – Lótus na lama
Há sempre um motivo quando o Caos ressurge!
Não estamos aqui por acaso & à toaO lugar é aqui!
O momento é agora!
do inferno, Kali-Yuga.
As forças da escravidão
Política & Religião & Técnica
-demônios da corrupção, diabos da exploração, malditos hipócritas-
Nossos inimigos,
seres de intolerância & ignorância total-
agentes da morte,
do ódio, da devastação, da ganância-
& nós:
somos a beleza do mundo
somos a raiva da justiçasomos o fogo incontrolável da vida
somos o Caos criativo sempre florescente
& nós:
lutamos contra a involução do espírito
lutamos na corrente da sabedoria das Eras
lutamos contra a submissão & o silênciolutamos pela elevação humana
Não é por acaso que surgimos aqui!
Um povo ciente de seus inimigos gera o perigo
E quanto mais a crise impera, mais nossa ameaça desperta
Trazemos o momento de amar, o tempo da Liberdade
Da lama ao Caos – Insurreição!

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A Idade da Pedra Lendária – Um Retorno
A Idade da Pedra Lendária – Um Retorno
“-Imagine - diz Tyler - os alces passando pelas janelas das lojas dedepartamento e seus cabideiros fedorentos com lindos vestidos esmokings pendurados. Você vai usar roupas de couro que vão durar a vida todae escalar as trepadeiras grossas como um pulso enroladas na Sears Tower.Como João e o pé de feijão, você vai atravessar a copa das árvores e o ar será tãolimpo que verá pessoinhas batendo milho e estendendo tiras de carne de veado parasecar nos acostamentos vazios de uma auto-estrada com oito pistase milhares de quilômetros de extensão”. (Clube da Luta, p.64)
“Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarcade sua própria pele – sua liberdade inviolável espera ser completa apenas pelo amor deoutros monarcas: uma política se sonho, urgente como o azul do céu. Para lograr abrir mão de todos os acentos & hesitações ilusória da história, é precisoevocar a economia de uma Idade da Pedra lendária – xamâs & não padres, bardos& não senhores, caçadores & não policiais, coletores paleoliticamente preguiçosos, gentiscomo sangue, que ficam nus para simbolizar algo ou se pintam como pássaros, equilibrados sobre a onda da presença explícita, o agora-sempre atemporal.” (Hakim Bey, Caos...)
Ventos oníricos reviram cabelos e as velas das naus das intuições & querência humanas.
Por mais que o mundo siga superando-se tecnologicamente, na alma sonhamos com certos regressos.
Nossa infância, o amor materno, o retorno às florestas, a volta à simplicidade...
Nessa brincadeira de saudades & refúgios, reinventamos também a permanência de certas situações gratificantes: espiritualidade nômade, religiões de orgias, banquetes familiares, fruições estética, fuga para os quadrinhos de gibis, esportes lúdicos, dias de preguiça...
Nesse sentido evocamos certos aspectos & sentidos que possam ser chocantes e sem sentido para a maioria das pessoas que estão auto-hipnotizados por um sistema de domesticação sócio-cultural.
Em um primeiro momento, e talvez o mais importante, certas verdades devem ser ditas, talvez as mais importantes. Isso se refere à nós mesmos, à nossa realidade & nosso modo de vida & estar no mundo.
O que deve ser dito nesse começo, essa verdade ontológica é que NÓS NÃO FAZEMOS A MINIMA IDÉIA DO QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI NESSE MUNDO, tudo com que estamos aqui pré-ocupados é um segundo momento.
Nós, pessoas comuns, simplesmente não sabemos nada de como nossa mente atua para compor essa realidade à qual observamos & com a qual nos relacionamos. Nossa lúcida cegueira sobre nosso estar-no-mundo nos leva a pensar que somos mais importantes do que verdadeiramente somos.
Devemos voltar às origens para podermos trilhar um caminho de descondicionamento, & tudo no mundo como o conhecemos hoje, são condicionamentos, todo o sistema em que vivemos, desde seu RG passando pela disposição arquitetônica de onde vivemos até a ideologia que nos impele a pensar o que pensamos!!!
Nossas origens também nos são desconhecidas. Ignoramos os processos formadores de nossos recalques e disposições, porém podemos reivindicar uma nova posição humana no mundo, podemos & devemos instituir um novo tipo de relação ser humano – mundo.
O que reivindicamos é o habitar na intermediaridade entre Natureza & Civilização. A primeira, queremos reinstalar, a segunda pormos em suspensão.
Nesse re-torno, alucinadamente somos expulsos do processo de decadência do Kali-Yuga & ascendemos para um momento de êxtase histórico rumo a uma Idade da Pedra Lendária, rumo à Infância Selvagem, na qual possamos dês-aprender a escravidão & a indigência que o mundo atual nos impõe. Esse “êxtase histórico” é uma própria vibração da carne que é fiel depositária das pulsões das Eras e que SABE que retornará finalmente ao seu estado de felicidade que sempre volta.
A cama, o sono, o coito, o orgasmo, a saciação, a viagem, o descanso, a infância, o útero & o seio materno, o alivio na latrina, a festa, o pico, a orgia, o esquecimento, o Jardim do Éden, a preguiça sagrada, a caverna, o banquete, a liberdade & a felicidade da tranqüilidade...
Não podemos conseguir nada disso para todos se antes não confrontarmos & desintegrarmos as idéias que fundam a opressão & a exploração das pessoas por pequenos grupos, matilhas de pessoas nocivas & sem nenhuma virtude sequer, os VIP da degradação, as “elites” financeiras, regionais, nacionais & mundial.
Mesmo com nosso total desconhecimento de nós mesmos, conseguimos edificar uma ciência & uma civilização que proporcionou um retorno à nossas expectativas. Conseguimos mesmo?!?!?
Seria melhor dizer que deixaram! Sim! Depois que tudo virou comércio, depois de certo momento histórico, em que se organizou o poder masculino como dominante, a estabilização em comunidades, cidades, a ciência enquanto arma de dominação e de produtos para o mercado, as linhagens de sangue, e toda essa desgraçada lorota truculenta que é o poder...
Ora, ora, ora... Será que quero a barbárie? Quero o regresso à Era do Gelo? Estou propondo um regresso à natureza e andar com quatro patas? Quero símios nas ruas? Acaso não acredito na eletricidade e desprezo a penicilina?!?!?!?
Proponho aqui uma crítica! Uma critica das necessidades e da experiência do existir nesses nossos tempos! Proponho uma nova maneira de inferirmos à realidade certos valores que na maioria das vezes recebemos de brinde ao pagarmos nossos malditos impostos e sorrimos da felicidade & “sorte de nascença” alheia.
Estou propondo um momento (uma situação) limite da fundamentação do mundo como ele é, e de como ele deve ser para que possamos fazer daqui um lugar realmente bom para todos viverem. Promessas, o Paraíso, o Valhalla, as tantas virgens, a eternidade na graça da presença de Deus, NADA DISSO NÃO DEVIA NO INTERESSAR; são no mínimo mentiras de pessoas de muita má-fé.
Vocês não sentem que há algo a ser feito com suas vidas para além de toda essa pressa? Vocês não carecem de sossego para apreciar a si mesmo e às suas realizações mais importantes: filhos, poemas, receitas, músicas, carinhos? Não sentem uma saudade do porvir onde você construiria sua própria casa com quanto espaço quisesse onde melhor achasse? Você não tem dó da natureza que foi fodida pra te dar carne e transporte?
Para além dessas divagações, para além desses apelos resta o que há hoje no mundo! Enquanto escrevia esses últimos parágrafos, um carro e uma moto tirando um racha subiam a avenida que moro e duzentos metros acima o carro atropelou uma pessoa, jogando-a morta no meio do asfalto frio da noite enquanto a lua cheia raiava no horizonte. Os “pilotos”, não viram a lua, o atropelado também nunca mais verá, só esse sonhador, defensor das cavernas & de tão trogloditas pôde ainda vislumbrar essa verdadeira aurora dourada, enquanto ia em direção de mais uma cena de tragédia humana, banal até!
Tudo é um atropelamento nessa nossa Idade do Aço Realista! Prefiro mesmo alcançar no futuro próximo uma Idade da Pedra Lendária, onde a mística, o fantástico, a poesia e o amor sejam o que há de predominante no pensamento e na vida das pessoas que passaram a se conhecer & conhecer o mundo que as cercam, pelo mesmo um pouco.


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Adendos da Raiva!

-Os textos postados abaixos são adendos ao Tao Teh Caos-

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A Raiva no Reino de Deus!
O GOVERNO FINGE promover a temperança, mas sobrevive principalmente graças à embriaguês do povo;
O GOVERNO FINGE promover a educação, mas toda sua força baseia-se na ignorancia;
O GOVERNO FINGE defender a liberdade constitutional, mas apoia-se na ausência de liberdade;
O GOVERNO FINGE melhorar a condição do trabalhador, mas oprime-o para continuar existindo;
O GOVERNO FINGE apoiar a Cristandade, mas a Cristandade destrói todo governo.

O GOVERNO ELABORA LEIS para difundir a temperança mas não erradica a embriaguês;
O GOVERNO ELABORA LEIS de apoio à educação mas não suprime a ignorância, apenas a aumenta;
O GOVERNO ELABORA LEIS para garantir a liberdade constitucional, mas escora-se no despotismo;
O GOVERNO ELABORA LEIS de proteção ao trabalhador, mas não o livra da escravidão;
O GOVERNO PROMOVE um cristianismo, mas um cristianismo que não destrói o governo, apenas o apóia.
(Tolstoi em O Reino de Deus Está Dentro de Vós).

COLETIVO PERIFERIA: http://www.geocities.com/projetoperiferia/

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A Volta da Censura
-ELES NÃO CONSEGUIRAM TOLERAR A VERDADE, A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, A EXPRESSÃO DA INDGNAÇÃO E DA VERDADE QUE O POVO VÊ E FALA, MAS ELES QUEREM CALAR A TODOS!
SE PIXAVAM NOS MUROS DE PORTUGAL À ÉPOCA DA REVOLUÇÃO DO CRAVOS QUE:
-A MORTE É ANTIREVULUCIONÁRIA!!!!
AGORA ESSES VERMES DO PODER, ESSES PARASITAS SOCIAIS QUEREM MATAR A MENTE DAS PESSOAS, NÃO CONSEGUIRAM PELA PROPAGANDA E PELO PESSIMO ENSINO, AGORA VAI COM A CENSURA PURA MESMO, E SE NÃO DEREM CONTA, PODEM TEM CERTEZA, ELES AINDA TEM O RECURSO DO FUZIL!

Projeto de lei quer "provedor dedo-duro" e permite justiceiros virtuais na Web

Depois de fazer muito barulho em novembro de 2006 com a idéia de exigir que os internautas tivessem que ter um cadastro completo para acessar a rede, o projeto de lei de crimes digitais volta a provocar polêmica às vésperas de sua votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

A nova proposta derrubou a exigência do cadastro, mas agora obriga provedores de Internet a encaminhar denúncias às autoridades sobre possíveis condutas ilegais de seus usuários, considerando mais de 600 tipos de crimes definidos pela legislação brasileira. Além disso, o texto dá amparo legal para que "profissionais habilitados" ou empresas privadas de segurança da informação interceptem dados ou invadam redes em legítima defesa.

O centro da polêmica é uma revisão —chamada de Substitutivo— do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao Projeto de Lei da Câmara nº 89, de 2003, e dos Projetos de Lei do Senado nº 137 e nº 76, ambos de 2000. Segundo a assessoria da CCJ, o projeto pode entrar na pauta de votação a qualquer momento.

Segundo resenha do Substitutivo a que o UOL Tecnologia teve acesso, o projeto prevê que o provedor de Internet tenha de "informar, de maneira sigilosa, à autoridade policial competente, denúncia da qual tenha tomado conhecimento e que contenha indícios de conduta delituosa na rede de computadores sob sua responsabilidade".

Antônio Tavares, representante dos provedores de acesso à Web no Comitê Gestor da Internet —entidade que para coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no país— questiona este ponto do projeto. "É como a sua namorada resolvesse processar a Telefônica ou uma operadora qualquer porque você usou o telefone para xingá-la ou maldizê-la. Ninguém faz isso, não tem lógica."

José Henrique Portugal, assessor técnico de Azeredo e responsável pela redação do projeto, defende o texto: "Trata-se de tornar oficiais práticas que já são adotadas pelos bons provedores", diz.

Risco à privacidade

Thiago Tavares, presidente da organização não-governamental SaferNet, acredita que o projeto representa um risco à privacidade dos internautas brasileiros ao ampliar os termos de acordo fechado em 2005 entre o Ministério Público de São Paulo e os principais provedores brasileiros.

Este termo de cooperação previa que os as empresas de Internet comunicassem imediata à Justiça a descoberta de pornografia infantil ou formas de discriminação racial em suas redes. Agora, o projeto pretende estender o repasse de denúncias para qualquer conduta delituosa.

"Só que o Código Penal e a legislação definem mais de 600 condutas como sendo crime no Brasil, desde pornografia infantil até crimes tributários ou fazendários", diz. Segundo ele, essa ampliação de escopo da nova revisão do projeto confunde dois universos de ações penais —o público e o privado.

No primeiro caso, a Justiça pode agir sem que a vítima se manifeste, em casos como preconceito racial ou pedofilia. Já no segundo, que envolve casos de injúria ou difamação, por exemplo, cabe exclusivamente à vítima procurar a Justiça. E não um provedor de acesso.

Dado equivale a "coisa"

Outro ponto do projeto que promete gerar polêmica é a criação de um artigo no Código Penal que passa a equiparar dados digitais a "coisas". "Este artigo prevê a equivalência de dispositivos do 'mundo real' no 'mundo virtual', é ele que cria a relação que torna possível tipificar [definir] os crimes digitais", diz Portugal.

O especialista em direito digital Renato Opice Blum explica: "Trata-se de dar valor a algo que representa um fato, que é a definição da figura jurídica da coisa", diz o especialista. "Um bit carrega uma informação, um dado; oito deles formam um byte —e uma reunião de alguns bytes pode ser algo muito importante para a legislação, como um log de registro de usuário."

E por falar nisso, o texto do senador Azeredo prevê que os provedores guardem informações de acesso de todos seus usuários pelo período de três anos. Para Opice Blum, a maioria dos provedores já entendeu que esse tipo de informação é importante. "Esse artigo específico só veio regulamentar a importância dos dados digitais", acrescenta.

Mas o presidente da SaferNet vê riscos nesta equivalência. "Coisa é algo palpável, ela pressupõe materialidade, algo que deriva do direito romano, um dos pilares de sustentação do sistema de propriedade", afirma Tavares. "Mas a propriedade intelectual, assim como dados, tem por característica a imaterialidade. Esse artifício [equiparação à coisa] costuma ser utilizado para dar efeito legal à suposição de que um determinado bem imaterial seja considerado como um bem material, como acontece na legislação dos direitos autorais".

Segundo ele, esta equivalência, associada a um dispositivo de "auditoria técnica" que o novo projeto contempla, pode levar à expedição de mandados de busca e apreensão de bases de dados, além de servir como instrumento de pressão para que associações possam obter, junto aos provedores, informações de usuários de redes de troca de arquivos. "Isso é um risco para a privacidade [dos internautas]", afirma Tavares.

Além da Internet

Apesar de ter na Internet sua face mais visível —e também mais polêmica—, o substitutivo define como crimes muitas ações que até agora não podiam ser punidas adequadamente por não haver legislação que as previsse.

"As pessoas falam muito dos crimes de Internet, mas a rede é só um dos ambientes que a lei alcança", diz Portugal. "Vejo poucas pessoas falando da criminalização da clonagem de telefone celular e da falsificação de cartões de crédito, que são coisas muito mais próximas do consumidor que a punição por criar um código malicioso, por exemplo."

Portugal também esclareceu uma dúvida que pode assustar internautas em relação ao projeto —você estará cometendo um crime caso seu computador, sob o comando de um invasor, seja usado para atacar uma página da Web ou ainda repassar cavalos-de-tróia sem o seu conhecimento?

"Não, de maneira nenhuma. Não há a figura do delito culposo, aquele que provoca dano sem que haja a intenção, no projeto", explica Portugal. "Só as atitudes dolosas, que visam conscientemente causar prejuízo a outrem, são consideradas crime. Se o computador do usuário foi invadido sem que ele saiba, não há como culpá-lo por eventuais ataques que ele faça."

Lei pode trazer avanço

Apesar da polêmica que já cerca o projeto antes mesmo de sua votação, mesmo os críticos do texto identificam alguns avanços previstos.

"O projeto tem pontos positivos, como a preservação dos logs de acesso. É absolutamente necessário. Há provedores que não tem nenhum dado sobre as conexões", diz Tavares, da SaferNet. "Além disso, o texto contempla reivindicações antigas do Ministério Público Federal e da sociedade civil."

Para o presidente da SaferNet, o problema está nos excessos do projeto. "Existem inconsistências entre o projeto e, por exemplo, a Convenção de Budapeste [que criou a legislação para crimes digitais da União Européia], que é a mais abrangente e mais avançada atualmente."

Já Opice Blum pensa que o país ganhará muito mais que perderá caso essa versão da lei seja aprovada. "Eu gosto deste texto, é mais maduro do que o que foi proposto em 2006 e previa alguns absurdos", diz o especialista em direito digital. "É claro que qualquer lei nunca será perfeita, sempre haverá possibilidade de melhoria."


"Provedor não é polícia", diz presidente da Abranet
A adoção de um código de ética e de auto-regulamentação seria a melhor saída para que a Internet brasileira fosse mais segura. Esta pelo menos é a idéia da Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet).

"Nós não somos polícia e não podemos assumir responsabilidades que não são nossas", diz Eduardo Parajo, presidente da entidade. Segundo ele, o código de ética é uma preocupação de todos os associados.

"Temos interesse em colaborar para a segurança da rede, que é importantíssima, e estamos buscando esse tipo de investimento, como o combate à pedofilia, ao racismo, ao neonazismo. Também cumprimos todas as solicitações do Ministério Público", afirma.

Para Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, organização não-governamental responsável pela central nacional de denúncias de crimes cibernéticos, a medida põe um poder indesejado na mão dos provedores.

"Uma coisa é um crime na sociedade, um cidadão tomar conhecimento de um crime e levar ao conhecimento da Justiça que aquele crime está sendo praticado, principalmente em se tratando de crimes contra a vida, como pornografia infantil ou racismo, cuja ação é pública e incondicionada a representação", diz.

Ele não concorda com a ação dos provedores como intermediários de uma denúncia. "Agora, crimes patrimoniais são classificados como crimes de ação penal privada, em que somente o ofendido pode provocar o Estado. E cabe ao Estado o direito exclusivo de investigar e punir."

Responsabilidades

Para José Henrique Portugal, assessor técnico do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), os provedores têm "obrigação administrativa" de denunciar qualquer tipo de delito de que tenha obtido informações. "Com a lei, ali [o ambiente que o provedor proporciona] é que está acontecendo o crime, é por isso que deve ser denunciado", diz.

Parajo discorda. "Se alguém pega um carro e o usa para assaltar um banco, ninguém vai pedir satisfação à montadora", diz. "E é isso que estão querendo fazer com os provedores, e não há fundamento nisso."

De qualquer forma, o projeto não prevê punição caso a denúncia não seja repassada, analisa o advogado especialista em direito digital Renato Opice Blum. Além disso, segundo ele, repassar a denúncia de um crime cometido em seu âmbito não dá ao provedor poderes de polícia. "Não se trata de violação à privacidade, mas de um amadurecimento da sociedade brasileira."


ENTENDA O PROJETO:

Confira a seguir os pontos que o Projeto de Lei Substitutivo define como crimes virtuais -e os trechos polêmicos do texto:

Roubo de senha
Golpe virtual conhecido como "phishing" terá como pena prisão de um a três anos
Polêmica: o texto isenta de punição profissionais de segurança que realizem "phishing" em caso de defesa digital ou contra-ataques


Falsificação de cartões
Código Penal passa a considerar falsificação de cartões de crédito ou débito como falsificação de documento
Falsificação de celular
Criar, copiar ou falsificar números, códigos, cartões ou transmissores é considerado crime sujeito a prisão de até 5 anos, além de multa
Calúnia, difamação e injúria
Segundo o texto, esses tipos de crime passam a ter pena elevada em dois terços caso cometidos por meios informáticos


Pragas virtuais
Criar, inserir ou difundir códigos maliciosos gera punição de até cinco anos, além de multa
Polêmicas: 1) o texto isenta de punição profissionais de segurança da informação que teste códigos maliciosos em caso de defesa digital ou contra-ataques. 2) o conceito de código malicioso é amplo


Acesso não autorizado
Acessar redes sem autorização, quando exigida, resulta em prisão de até 4 anos para o infrator e para quem fornecer o meio ilegal
Polêmica: como profissionais de segurança da informação podem acessar redes sem autorização pelo projeto, a lei abriria precedente para a "ciberjustiça com as próprias mãos"


Obtenção não-autorizada de dados
Obter dados sem autorização do titular dá até 4 anos de prisão e multa. A pena cresce se o infrator repassa os dados via meios digitais
Polêmica: este artigo tem impacto direto nas redes P2P e chega num momento em que o próprio mercado e as gravadoras discutem o fim do DRM (tecnologia anticópia)


Divulgação de bancos de dados
Para quem fornece informações disponíveis em bancos de dados, a pena é de até dois anos e multa, agravada se o meio é tecnológico
Furto Qualificado
O projeto apenas adiciona ao Código Penal a definição deste tipo de crime com uso de informática
Atentado contra serviço público
Equipara telecomunicação ou informação como serviços de utilidade pública, como água e luz, mantendo sanção do Código Penal
Ataques a redes de computadores
Além dos ataques em si, torna crime impedir ou dificultar o restabelecimento de sistemas de comunicação ou informáticos.

Abdul-Jalil 1-Sua Raiva ou seu Comentário -Link este post

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Um novo mantra
Nos dias de hoje, temos que ensinar à turra massa informe que lotam as ruas nas lojas de $1,99 um novo mantra para além dos que eles já sabem (Dinheiro, sexo, dinheiro, futilidades, dinheiro, aposentadoria, dinheiro, fuder os demais, etc...)

Seria interessante alertar o camêlo, o desempregado, o niilista da futilidade, os pedintes e demais & similares de certas coisinhas que estão sendo mantidas em segredo e longe do inteligir popular!

Fatos como: A POLÍTICA FALIU!
Verdades como: SOMOS CONSTANTEMENTE ENGANADOS PELOS POLÍTICOS, PELOS RICOS, PELOS RELIGIOSOS, etc...

E despertar nas massas o INCONFORMISMO, a RAIVA, a VONTADE DE MUDAR, de superar as mediocridades das ruas e da TV, e sermos melhores!

PUTZ!!!!!!!! Como sonho! Como divago! Como me lanço a gastar meu precioso tempo e inteligência querendo o melhor para quem nem sabe que essas coisas são possíveis!

Mas... Por saber que era impossível...

Creio piamente que nós, o sal desta terra, o supra-sumo dos humanos, a raiva que caminha, não devemos desistir, que seja por vingança, que seja por compaixão, que seja por ética, não devemos desistir de querer um mundomelhor, mesmo que muitas pessoas nãomereçam isso, há um grande rol, desde a natureza, os animais, as crianças e uns poucos loucos desvairados que amam poesia e felicidade, só por esses já valeria arrebentar a cara de uns pol´piticos e uns corruptos empreiteiros por aí!

Já se passou da hora de, por bem ou por mal, muitas coisas mudarem, ou tudo acabar de vez!!!

Abdul-Jalil 3-Sua Raiva ou seu Comentário -Link este post

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Trilhando agora rumo a um patamar muito superior, onde o VERDADEIRO ANARQUISMO ONTOLÓGICO começa a brotar, espero estar podendo auxiliar a quem me lê formar uma idéia abrangente sobre o que tenho escrito & defendido.

Há muita raiva aqui, mas o perigo desta raiva ainda está por vir, pois ele é ação! E essa ação começa onde pensamos! Devemos expandir nossa capacidade lingüística se quisermos nos libertar da prisão que nosso corpo & mente estão!!!

O que tenho a dizer está quase no final. O livro aberto que é A Raiva É Uma Energia está quase completo!

Sei disso porque já vejo sinais dessa realização, nos meus escritos já começo a me repetir bastante.

E quando alguém começa a se repetir ou começa a ter que dizer o obvio é porque já disse tudo e é hora de partir.

Abdul-Jalil 0-Sua Raiva ou seu Comentário -Link este post

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Nietzsche, o Caos & o Abismo
- Nietzsche, o Caos & o Abismo:
[Do livro "A Nova Inquisição" de Robert Anton Wilson (Madras Edt.)]

“...
Talvez haja um maravilhoso mundo eterno onde esses eventos jamais aconteçam, um mundo conhecido somente por platonistas e outros tipos fundamentalistas; e talvez o mundo da experiência seja apenas uma cópia imperfeita deste mundo. Talvez os voltímetros apresentem uma leitura correta lá, não às vezes, mas sempre, e peixes e sapos não caiam do céu, onde um animal é um veado ou um cavalo, mas não ambos.
Se você acredita, você pode quase ver. Ou, pelo menos, você pode se convencer de que qualquer outra coisa é mera aparência ou alucinação.
Mas talvez Nietzsche estivesse certo. Talvez tenhamos criado aquele mundo por meio do processo discutido anteriormente, transformando folha1, folha2, folha3, em “a folha”, e homem1, homem2 e homem3 em a “humanidade” (excluindo a mulher), e a quantificação da experiência1, quantificação da experiência2 e quantificação da experiência3 em “quantificação real média”, que deve existir em algum lugar. Talvez devêssemos abandonar as outras instabilidades e acidentes à medida que avançamos, inventando uma adorável abstração do mundo que não existe em qualquer outro lugar além de nossas cabeças.
Se seguirmos essa noção subversiva por bastante tempo, como Nietzsche fez, encontramos o CAOS e o ABISMO, como ele também encontrou. Talvez esse seja o motivo pelo qual não seguimos essa noção por muito tempo.
Naturalmente, o caos e o abismo são metáforas, o tipo mais especial que temos chamado metáforas sobre metáforas. Elas tentam descrever o que resta quando abstrações como “a folha” e “média” (túneis de realidade lingüísticos) saem de nossas mentes.
Nietzsche era lingüista e filólogo antes de se tornar filósofo, em sua filosofia origina-se na analise lingüística. Ele foi um dos primeiros (depois do enigmático Giambattista Vico) a observar que redes lingüísticas moldam a percepção e restringem o pensamento. Sua crítica escandalosa, hilária e perigosa da moral convencional originou-se diretamente dessa observação, e era uma crítica de hábitos neurossemânticos acerca de como as palavras nos hipnotizam e predeterminam vereditos apressados. Eventualmente, ele se perguntou: e se as redes lingüísticas estiverem somente em nossas mentes e não existirem no mundo externo? E se a experiência ética, a própria existência, não editada pelo sistema de arquivos êmicos do cérebro, não tem forma, ou for multiforme, ou perpetuamente em evolução, muito fluida para ser capturada em um modelo ou túnel de realidade lingüístico?
Bem, isso foi o que levou Nietzsche a vôos de poesia e sarcasmo incomparáveis na história da filosofia. Se este é o caso, todo o padrão de julgamento eventualmente entrará em colapso.
Um padrão é apenas uma forma de julgar se uma coisa se encaixa em um sistema preexistente. Se os sistemas são como as pessoas, mortais e mutáveis, então aquele que acredita em um sistema, qualquer sistema, usa uma venda sob seus olhos.
O espaço curvado não se encaixou no sistema do século XIX, não mais que a causalidade quântica retroativa no tempo se encaixa no sistema do professor Munge ou as chuvas de sapos se encaixam em qualquer sistema que conheço.
Se o relativismo existencial de Nietzsche for aceito, então sempre existirão coisas verdadeiras que não se adequam a qualquer túnel de realidade existente, assim como a matemática, Godel demonstrou que sempre existirão teoremas verdadeiros não dedutíveis de qualquer conjunto de axiomas.
Estamos tentando falar a respeito do indescritível – uma tarefa contraditória. Os budistas, tentando indicar essa consciência ética pré-verbal (ou pós), de forma indefinida chamam isso de vazio que, supostamente, deve fazê-lo perceber que você não pode falar nada a esse respeito (o caos, para Nietzsche, que conhecia a Grécia Antiga, também significava vazio juntamente com seus significados modernos). Os budistas preferem não falar acerca do indescritível e apenas aconselham a experienciá-lo sentado, por exemplo, e olhando fixamente para uma parede, tentando remover sistemas verbais de seu cérebro. Outros tentaram falar a respeito disso e atribuíram à filosofia termos memoráveis, se insignificantes, como “Ser”, “Ser Puro”, “Ser Absoluto” e assim por diante.
O professor F.S.C. Northrop merece uma medalha de alguma espécie por tentar descrever essa indescritibilidade como “O CONTÍNUO ESTÉTICO INDIFERENCIADO”. Gostaria de ter sido o autor dessa frase.
Para nomear o que não pode ser nomeado, a realidade ética é o estado daqueles que se encontram em um tanque de isolamento, afastados das redes de realidade humana por muitas horas. Esse estado registrado pelo Dr. John Lilly em sua obra Simularions of God .É também, conforme Lilly observa, o estado frequentemente relatado por marinheiros que ficaram sozinhos depois de um acidente no navio, à deriva, em um pequeno barco, ou exploradores que foram isolados por longos períodos. Esse pode até ser o significado original da raiz indo-européia da qual extraímos nossa forma verbal “estar”; estar perdido, estar separado dos túneis de realidade tribais. É também o assunto sobre o qual Wittgenstein fala na famosa frase no seu Tratado Lógico Filosófico: “A respeito do que não se pode falar, deve-se manter silêncio.”
Em resumo, é esta “realidade” antiquada que a Interpretação de Copenhague nos informa sabiamente que está contida nos modelos científicos.
Então voltamos, por intermédio da análise lingüística ou da análise do que não é lingüístico, à posição de Gribbin acerca da mecânica quântica: tudo é real ou nada é real. Todo túnel de realidade é real para aquele que o experiência, e nenhum deles é “real” no sentido da existência aparte de nós em um absoluto platônico.
E, para completar a análise de Nietzsche, É NO MEDO DO CAOS, da “TRANSVALORIZAÇÃO DE TODOS OS VALORES” QUE PODE ESTAR O MOTOR EMOCIONAL POR TRÁS DE TODOS OS FUNDAMENTALISTAS.
Sócio-biologicamente:
Primatas domesticados não querem que suas marcas de território sejam apagadas.
...”


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Interlúdio da Raiva!: "You caused me to do this!"


Acusaram-me de que o protótipo do ser humano que desejo ver no mundo foi encarnado recentemente como Cho Seung-Hui, o rapaz de 23 anos (23-vinte & três) que matou 32 pessoas (32-trinta & duas) em uma universidade do país sem nome que conhecemos como Estados Unidos.
Apesar de toda a raiva pelo sistema em que vivia contida nesse rapaz, sua ação é mais uma manifestação da própria cultura estadunidense do que qualquer ato poético que exalto.
Isso & tudo o que foi falado até agora sobre esse caso é só uma grossa, suja, fedorenta & vergonhosa Cortina de Fumaça! Bush, Blair, jovens chorando, famílias revoltadas, emissoras censuradas & exarcebadas, vendedores de armas indolores, etc... o circo sinistro estadunidense apontando para os estrangeiros, os budistas, os tímidos, os anti-sociais, tudo a comédia desgraçada dos filhos-da-puta que só sabem de si.
Aqueles jovens sadio & belos que agora fazem caras de sofridos e cansados nunca se cançam de humilhar que quer seja diferente. Aprendemos isso nos filmes dos anos 80 e agora eles e sua vida de putaria choram pelo massacre no seu quintal!
Huahuahua! Iraquianos nem choram mais?!?! Afegãos nem sentem mais dor!?!? Palestinos são muito felizes!?!?! FODAM-SE ACUSADORES DA MÁ-FÉ EXPLICITA!!!
Comam Counter-Striker, cocaína, bombas teleguiadas, seios & pênis enormes, guerra ao terror, Quinta Avenida, Saddam enforcado no Youtube ,Vale do Silício, bloqueio a Cuba , amados Seriais Killers & toda a merda que cagam no mundo!

Do the evolution baby? Do the RETRIBUTION baby?

Não, Cho Seung-Hui não tem nada a ver comigo! Ele é um puro produto de armas + humilhação + ódio + retribuição! Só!!! Só???
Parece que lá nada mudou! Piorou mais a cegueira daquele pobre povo rico! Em breve, mais massacres!

http://en.wikipedia.org/wiki/Cho_Seung-hui



Porém...:
O PERIGO QUE PROPONHO É OUTRO! MUITO MAIOR QUE O CITADO!!!

"...Primatas domesticados não querem que suas marcas de território sejam apagadas..." Quero apagá-las!!!

(enquanto isso uma forte onda de censura digital avassala a net! vcs não sabem como foi difícil baixar a foto aí de cima)


Abdul-Jalil 1-Sua Raiva ou seu Comentário -Link este post

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Wilhelm Reich
Escuta, Zé Ninguém!
Chamam-te “Zé Ninguém!” “Homem Comum” e, ao que dizem, começou a tua era, a “Era do Homem Comum”. Mas não és tu que o dizes, Zé Ninguém, são eles, os vice-presidentes das grandes nações, os importantes dirigentes do proletariado, os filhos da burguesia arrependidos, os homens de Estado e os filósofos. Dão-te o futuro, mas não te perguntam pelo passado.
Tu és herdeiro de um passado terrível. A tua herança queima-te as mãos, e sou eu que to digo. A verdade é que todo o médico, sapateiro, mecânico ou educador que queira trabalhar e ganhar o seu pão deve conhecer as suas limitações. Há algumas décadas, tu, Zé Ninguém, começaste a penetrar no governo da Terra. O futuro.da raça humana depende, à partir de agora, da maneira como pensas e ages. Porém, nem os teus mestres nem os teus senhores te dizem como realmente pensas e és, ninguém ousa dirigir-te a única critica que te podia tornar apto a ser inabalável senhor dos teus destinos. És “livre” apenas num sentido: livre da educação que te permitiria conduzires a tua vida como te aprouvesse, acima da autocrítica.
Nunca te ouvi queixar: “Vocês promovem-me a futuro senhor de mim próprio e do meu mundo, mas não me dizem como fazê-lo e não me apontam erros no que penso e faço”.
Deixas que os homens no poder o assumam em teu nome. Mas tu mesmo nada dizes. Conferes aos homens que detêm o poder, quando não o conferes a importantes mal intencionados, mais poder ainda para te representarem. E só demasiado tarde reconheces que te enganaram uma vez mais.
...
Sei que não me entendes ainda quando te falo na “liberdade de ser escravo de quem quer que seja”, idéia que não é fácil. Para não ser escravo fiel de um único senhor, e ser escravo de todos, ter-se-á em primeiro lugar que matar o opressor, digamos, por exemplo, o Czar. Este crime político nunca poderia ser perpetrado sem um grande ideal de liberdade e motivos revolucionários. É, portanto, necessário fundar um partido revolucionário de liberdade sob a égide de um homem verdadeiramente grande, seja ele Jesus Cristo, Marx, Lincoln ou Lenin. Claro está que este grande homem tomará a tua liberdade muito a sério. Para a impor, terá que rodear-se de uma multidão de homens menores, ajudantes e moços de recados, dada a imensidade de tarefa para um só homem. Tu não, irias entendê-lo, e deixá-lo-ias de lado, se ele se rodeasse de gente um pouco superior. Assim escudado, ele conquista para ti o poder, ou uma parcela da verdade, ou uma nova e melhor crença. Escreve evangelhos, promulga leis liberais, e conta com o teu apoio, seriedade e prontidão. Arranca-te do lameiro social onde te encontras imerso. Para manter solidários os muitos acólitos de menor talhe, para conservar a tua confiança, o homem verdadeiramente grande sacrifica pouco a pouco a sua grandeza que ele só pôde cultivar na sua profunda solidão espiritual, longe de ti e do teu bulício quotidiano mas em estreito contacto com a tua vida. Para te poder guiar, terá de conseguir que o transformes num Deus inacessível, pois que jamais obteria a tua confiança se permanecesse o simples homem que é, um homem a quem fosse, por exemplo, possível amar uma mulher sem estar casado com ela. E assim engendras um novo amo. Promovido ao seu novo papel senhorial, eis que o grande homem mingua, pois que a grandeza lhe estava na inteireza, simplicidade, coragem e proximidade da vida. Os seus medíocres acólitos, grandes mercê da aura dele, assumem os altos cargos das finanças, da diplomacia, do governo, das ciências e das artes – e tu ficas onde estavas: no lameiro, pronto a esfarrapares-te novamente em nome do “futuro socialista” ou do “Terceiro Reich”. Continuarás a viver em barracas com telhados de palha e paredes rebocadas de estrume, mas muito ufano dos teus palácios da cultura. Basta-te a ilusão de que governas – até que sobrevenha a próxima guerra e a queda dos novos tiranos.
...
Não és tu que persegues a “mãe solteira” como uma criatura imoral, Zé Ninguém? Não és tu que estabeleces uma distinção severa entre as crianças “legítimas” e as crianças “ilegítimas?” Pobre criatura, que não entendes as tuas próprias palavras - ou não és tu que veneras o Cristo enquanto criança? Cristo menino, que nasceu de uma mãe que não possuía certificado de casamento? Sem fazeres idéia de que assim seja, como.veneras no Cristo criança o teu desejo de liberdade sexual! Fizeste do Cristo criança, nascido ilegitimamente, o filho de Deus, que não reconhece a ilegitimidade de crianças. Para logo em seguida, como Paulo, o Apóstolo, perseguir os filhos nascidos do amor e proteger sob a alçada das leis religiosas os nascidos do ódio. És realmente um desgraçado, Zé Ninguém!
Os teus automóveis e comboios atravessam as pontes que o grande Galileu inventou. Sabias, Zé Ninguém, que o grande Galileu teve três filhos sem qualquer certificado de casamento? Isso não dizes tu às crianças da escola. E não foi também por isso mesmo que o submeteste à tortura?
Sabias, Zé Ninguém, que, na “Pátria dos Povos Eslavos”, o, teu grande Lenin, pai dos proletários de todo o mundo, ao tomar o Poder aboliu o casamento compulsivo? E sabias que ele próprio viveu com a mulher sem certificado de casamento? E foi então que pela mão do chefe de todos os Eslavos restabeleceste as leis referentes à obrigatoriedade do casamento, porque não sabias que havias de fazer da liberdade que te fora concedida por Lenin.
Mas o que é que tu sabes de tudo isto, tu que não fazes a mínima idéia do que seja a verdade, ou a história, ou a luta pela liberdade? Quem és tu para teres opinião própria?
Nem sequer te apercebes de que a opressão das leis que regulam a tua vida matrimonial decorre naturalmente do teu espírito pornográfico e da tua irresponsabilidade sexual.
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O amor é um ódio bom!
-Crônica lisérgica de um dia comum:
Hoje eu chorei!
Não costumo chorar facilmente! Procuro manter uma distância protetora de eventos ou fatos, porém alguns filmes, pena, dor alheia e própria, dependendo do momento me fazem desabar no abismo do lascinante sentimentalismo!
Hoje um CÃO atropelado com as tripas de fora e ainda vivo me oprimiu o peito de tal forma que não pude suportar!
Odiei a humanidade e os carros e caminhões! Odiei os homens e sua pressa e sua mania de ignorar aquilo que é pequeno, infimo, indiferente! Odiei a mim também!
Odiei tanto a mim por não ter naquele momento tempo pra ajudar aqule animalzinho! E me odiei principalmente por não arrajar coragem pra achar tempo pra ajudar aquele animalzinho ensaguentado e mendigando que algum monstro da minha raça o ajudasse a para de sofrer e doer!
Quando o sinal abriu e as armas chamadas carros sairam e eu virei a esquina e olhei no fundo dos olhos desesperados do cão e não parei, e o arame quente do remorso rasgou meu peito em mil pedaços eu só pude me lembrar do Divino, clamei sinceramente aos Buddhas e clamei ao Avatar: “Oh! Babaji, quanta tristeza! Por quê? Por quê?”
E o ódio me corroeu e aumentou e me possuiu mas eu me tornei o sempre nulo que sou e fui pensando sobre o como eu deveria usar esse ódio contra cada ser humano e...
Uma voz, dentro de mim, um toque por entre meus cabelos... Mestre! Ele me disse:
-
Sim, sim! Enche esse coração de amor! Ele fará muito mais estragos nesse mundo torpe! “Amar e mudar as coisas”, lembra?
Lágrimas, confusão... Mestre!?!?
-Porque o amor, o amor é um ódio bom!!!


Ah! Babaji! Me lembro que antes de ver aquele cão eu me perscurtava pela felicidade e pela liberdade!
Sim, sim, eu sei a reposta: AUTO-DISCIPLINA!!!
Bons estragos podem ser feitos, tranformar as pessoas, com auto-disciplina e muito amor no coração!

“Tudo que é feito com amor está além do bem e do mal”
Essa grande subversão, essa grande raiva, esse ódio bom, esse hálito puro do Caos, o Amor! Cuidado com ele crianças!
“...Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão. Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade...”

Então "...A minha alucinação é suportar o dia-a-dia,E meu delírio é a experiência com coisas reais..."

Amar e odiar as coisas me interessa mais!!


Amar e mudar as coisas me interessa mais!

"...If you can't change the world change yourself..."

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Sonhos de Kali-Yuga de Abdul-Jalil
-Os Sonhos de Kali-Yuga de Abdul-

"O Kali Yuga ainda tem mais ou menos 200 mil anos para brincar – uma boa notícia para advogados & avatares do Caos, mas uma má notícia para brâmanes, jeovistas, deuses da burocracia & seus lacaios..."

http://www.rizoma.net/interna.php?id=146&secao=ocultura



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“A Nova Inquisição”
-“A Nova Inquisição - Racionalismo Irracional e a Fortaleza da Ciência" (Madras) de Robert Anton Wilson, ele sobre GENERALIZAÇÕES (pp.39 a 41) e como uma correção linguística poderia evitar muitos males no mundo (no texto abaixo tudo entre parênteses é acréscimo meu):
“...
SOMBUNALL... (PARMANATO...)
Será essa uma nova droga milagrosa? O mais recente computador do Japão? A palavra no idioma Swahili para latrina? Outro empréstimo de Finnegans Wake?
Sombunall é, penso eu, uma palavra da qual realmente precisamos. Ela significa parte-mas-não-o-todo (em inglês: some-but-not-all). Já observamos que a percepção envolve abstração (ou subtração). Quando olhamos para uma maçã, não vemos a maçã em sua totalidade, mas somente parte da superfície da maçã. E nossas generalizações, ou modelos, ou túneis de realidade são inventados a partir de coordenações ou orquestrações dessas abstrações.
Nunca conhecemos ‘tudo’; conhecemos, na melhor das hipóteses, sombunall (parmanato).
Agora, para retornar para minha freqüente ocupação de escrever ficção científica, imagine um mundo no qual o idioma alemão não contém a palavra ‘alles’ (tudo/todos) ou qualquer um dos seus derivados, mas inclui alguma forma de sombunall (parmanato).
Adolf Hitler jamais teria sido capaz de proferir, ou mesmo pensar a maioria de suas generalizações a respeito dos judeus. Ele poderia ter falado e pensado acerca da parte e não do todo deles.
Não defendo que somente isso teria evitado o Holocausto: não estou preste a oferecer uma forma de determinismo lingüístico para competir com o determinismo econômico de Marx ou com o determinismo racial de Hitler, mas...
As mentalidades do Holocausto são encorajadas por enunciados generalizantes.
Elas são desencorajadas por enunciados específicos.
Imagine Arthur Schopenhauer com um sombunall (parmanato) de palavras em vez de palavras generalizantes em seu vocabulário. Ainda assim, ele poderia ter feito generalizações acerca de sombunall (parmanato) mulheres, mas não todas elas; e uma grande fonte de aversão literária para as mulheres teria desaparecido de nossa cultura. Imagine as feministas escrevendo a respeito de sombunall (parmanato) homens, mas não de todos eles. Imagine um debate referente a óvnis no qual os dois lados pudessem generalizar um sombunall (parmanato) de visões, mas não haveria nenhuma forma lingüística para generalizá-las.
Imagine o que aconteceria se, juntamente com essa higiene semântica, o ‘ser’ aristotélico fosse substituído pelo neurologicamente mais preciso ‘parece-me’.
A afirmação ‘Toda a música moderna é lixo’ passaria a ser ‘Sombunall (parmanato) das músicas modernas parecem-me lixo’. Outros enunciados dogmáticos passariam a ser: ‘Sombunall (Parmanato) de cientistas parecem-me ignorantes em relação à arte e à cultura’, ‘Sombunall (Parmanato) de artistas parecem-me ignorantes em relação à ciência’, ‘Sombunall (Parmanato) de ingleses parecem-me um tanto pomposos’, ‘Parece-me que sombunall (parmanato) de irlandeses bebem muito...’. (‘Sombunall (Parmanato) da esquerda política parece-me tender à falta de liberdade...)
Os ídolos voltariam a ser modelos ou túneis de realidade; lembraríamos que fomos nós que os criamos ou que eles foram criados por nossos ancestrais. Talvez assim nos tornaríamos surpreendentes lúcidos.
Isso é somente uma sugestão.
A idolatria medieval consistia em metáforas que eram chamadas de verdades reveladas. A idolatria moderna consiste em metáforas que são chamadas de verdades objetivas. Em ambos os casos, as estruturas lingüísticas humanas, complexa tagarelice primata, tornaram-se deuses, e aquele que as questionam é considerado um blasfemo, e os sacerdotes buscam destruir a desobediência. Dessa forma, livros são queimados, na Florença de 1300 ou em Nova Iorque, em 1956...”


http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Anton_Wilson
http://www.madras.com.br/exibir_produto.asp?idprod=786

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+ uma do Bill Lee:
Oração do Dia de Ação de Graças, de William S. Burroughs

(Para John Dillinger, na esperança de que ele ainda esteja vivo. Dia de Ação de Graças, 28 de novembro de 1986)

Obrigado pelo peru e pelos Pombos Correios, destinados a serem cagados por saudáveis Tripas americanas.
Obrigado por um continente para se pilhar e se envenenar.
Obrigado aos índios, por nos abastecerem com uma quantia módica de perigo e desafio.
Obrigado pelas vastas manadas de bisões para se matar e se escalpelar, deixando as carcaças apodrecerem.
Obrigado pela recompensas por lobos e coiotes.
Obrigado pelo Sonho Americano, por tudo vulgarizar e falsificar até que as mentiras nuas resplandeçam.
Obrigado à Ku Klux Klan, por tiras assassinos de negros acariciando as marcas na coronha...por mulheres decentes e carolas, com suas faces amarradas, amargas e más.
Obrigado por adesivos tipo “Mate um viado em nome de Cristo”.
Obrigado pela AIDS criada em laboratório.
Obrigado pela Lei Seca, e pela Guerra Contra as Drogas.
Obrigado por um país que não deixa ninguém tomar conta de seus próprios assuntos.
Obrigado por uma nação de dedos-duros, é....
Obrigado por todas as lindas lembranças, “tudo bem, maluco, pode ir mostrando os bracinhos! “... você sempre foi uma dor-de-cabeça e um pé no saco”.
Obrigado!Pela maior e última traição
Do maior e último dos sonhos humanos.


Assista ao Vdo:
http://www.youtube.com/watch?v=tMcIrYZ4R7Y&mode=related&search=

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"Vender vicia mais que usar!"


-Abaixo posto um interessante texto sobre DROGAS escrito lá pelos idos de 1960 pelo velho Burroughs contando alguma de suas experiências com a Junk. Notem como o texto é simplista em por o dedo na ferida e apontar soluções tão simples para dar um fim na indústria do vício que até pensamos: "-Pô! Por que não fizeram isso ainda?!?!?" Sem hipocresias, Bill Lee é direto, como um soco na cara, leiam e digam se ele não tem razão (há no minímo uns 47 anos!).
***

"Depoimento: Testemunho
Acerca de uma Doença
(in “Almoço Nu”, p. 245)


Acordei da Doença aos quarenta e cinco anos de idade, tranqüilo e lúcido, e com uma saúde razoável exceto pelo fígado enfraquecido e pela aparência flácida e alheia de minha carne, comum a todos que sobrevivem à Doença... A maioria dos sobreviventes não se recorda de seu delírio em detalhes. Aparentemente, fiz anotações detalhadas sobre a doença e delírio. Não tenho uma lembrança precisa de ter escrito as anotações que acabaram publicadas sob o título de Almoço Nu. O título foi sugestão de Jack Kerouac. Só fui entender o significado do título depois de minha recente recuperação. O título significa exatamente o que dizem suas palavras: Almoço NU – um momento paralisado no qual todos são capazes de enxergar o que está cravado na ponta de cada garfo.
A Doença é a dependência de drogas, e por quinze anos fui um dependente. Quando falo em dependência, estou dizendo que era viciado em junk (um termo genérico para o ópio e/ou seus derivados, incluindo todos os sintéticos, de Demerol a Palfium (= Dextromoramida)). Usei diversos tipos de junk: morfina, heroína, Dilaudid, Eucodal, Pantopon, Diococid, Diosane, ópio, Demerol, Dolofina (= Metadona) e Palfium. Fumei junk, comi junk, cheirei junk, apliquei junk na veia na pele no músculo, enfiei supositório de junk no reto. A agulha não importa. Tanto faz se você cheira fuma come ou enfia no cu, pois o resultado é sempre o mesmo: dependência. Quando falo de dependência de drogas, não estou me referindo a keif, maconha ou qualquer mistura de haxixe, mescalina, Banisteriopsis caapi, LSD6, Cogumelos Sagrados ou qualquer outra droga do grupo dos alucinógenos... Não existe evidência alguma de que o uso de qualquer alucinógeno cause dependência física. Em termos fisiológicos, a ação dessas drogas é oposta à junk. Por conta do zelo exagerado dos departamentos de narcóticos dos Estados Unidos e de outros países, surgiu uma confusão lamentável entre essas duas categorias de drogas.
Em meus quinze anos de dependência, pude observar a maneira exata como o vírus da junk opera. A pirâmide da junk, onde cada nível devora o nível inferior (não é de se espantar que os chefões do tráfico sempre sejam gordos e os viciados nas ruas sempre sejam magros) e isso até o topo, ou melhor, até os topos, pois há diversas pirâmides de junk alimentando-se da população da Terra, todas elas assentadas nos princípios básicos do monopólio:

1. Nunca dar coisa alguma sem receber algo em troca.
2. Nunca dar mais do que você tem para dar (seu comprador deve estar sempre na fissura, e você deve sempre fazê-lo esperar).
3. Sempre que possível, tomar de volta tudo que foi dado.

O Traficante sempre toma tudo de volta. O dependente precisa de doses cada vez maiores de junk para manter sua forma humana... para não se transformar no Macaco.
O mundo da junk é moldado em posse e monopólio. O dependente permanece imóvel enquanto é levado por suas pernas de viciado até mais uma recaída na junk. O envolvimento com junk é perfeita e quantativamente mensurável. quanto mais junk você usa, menos você tem, e quanto mais você tem, mais você usa. Todas as drogas alucinógenas são vistas como sagradas por aqueles que as utilizam – existem Cultos do Peiote e da Banisteriopsis, Cultos do Haxixe e dos Cogumelos – “os Cogumelos Sagrados do México permitem que um homem enxergue Deus” – mas nunca alguém cogitou a idéia de sugerir que a junk seja sagrada. Não existem cultos do ópio. Ópio é como dinheiro, profano e quantitativo. Ouvi falar que na Índia existiu uma espécie benéfica de junk, que não causava tipo algum de dependência. Chamava-se soma e é representada como uma bela onda azul. Se soma realmente chegou a existir, aposto que algum Traficante estava por lá para embalá-la, monopolizá-la, vendê-la e transformá-la na boa e velha JUNK.
Junk é o produto ideal... a mercadoria suprema. O vendedor não precisa de lábia. O cliente se arrastará pelo meio do esgoto implorando uma chance de comprar... O vendedor de junk não vende seu produto ao consumidor; vende o consumidor ao seu produto. Não melhora nem otimiza sua mercadoria. Piora a qualidade da mercadoria e otimiza o cliente. Paga seus funcionários em junk.
Junk demonstra a fórmula básica do vírus “maligno”: A Álgebra da Necessidade. A face do “mal” é sempre a face da mais absoluta necessidade. Um viciado em drogas é alguém que precisa desesperadamente de drogas. Ao ultrapassar certa freqüência, a necessidade perde qualquer limite ou controle. Nas palavras da necessidade absoluta: “Você não faria o mesmo?” Sim, faria. Você mentiria, enganaria, delataria seus amigos, roubaria, faria qualquer coisa para satisfazer sua necessidade absoluta. Porque você estaria em um estado absolutamente doente, absolutamente possuído, sem condição alguma de agir de outra forma. Viciados em drogas são pessoas doentes, que não conseguem agir de forma diferente da que agem. Um cão raivoso não tem escolha senão morder. Ser hipócrita e moralista a esse respeito não ajuda em nada, a menos que você tenha intenção de manter o vírus da junk funcionando. E a indústria da é colossal. Lembro de uma conversa que tive com um americano que trabalhava para a Comissão da Aftosa no México. Seiscentos dólares por mês, com despesas pagas:
- Quanto tempo vai durar a epidemia? – eu quis saber.
- Pelo tempo que conseguirmos mantê-la ativa... E sim... talvez a aftosa chegue à América do Sul – declarou, com os olhos vidrados.
Se você quiser alterar ou aniquilar uma pirâmide de números que possua uma relação em série, você altera ou remove o último número. Se quisermos aniquilar a pirâmide da junk, devemos começar com a base da pirâmide: o Viciado nas Ruas, e acabar com as perseguições quixotescas aos chamados “chefões do tráfico”, pois todos estes são imediatamente substituíveis. O viciado nas ruas que precisa de junk para viver, é o único fator insubstituível na equação da junk. Quando não houver mais dependentes para comprar junk, não haverá mais tráfico de junk. Enquanto alguém precisar de junk, haverá quem ofereça o produto.
Dependentes podem ser curados ou postos em quarentena – isto é, receber permissão para consumir uma ração controlada de morfina, supervionados como vítimas de febre tifóide. Quando isso for feito, desabarão as pirâmides de junk do mundo todo. Até onde sei, a Inglaterra é o único país que adota este método para lidar com o problema da junk. Existem cerca de quinhentos dependentes em quarentena no Reino Unido. Na próxima geração, quando os dependentes em quarentena morrerem e forem descobertos analgésicos baseados em princípios ativos não-opióides, o vírus da junk será como a varíola, uma página virada – uma curiosidade médica.
A vacina capaz de relegar o vírus da junk a um passado esquecido já existe. Chama-se Tratamento com Apomorfina e foi descoberto por um médico inglês cujo nome não revelarei até receber permissão para usá-lo e citar passagens de seu livro que documenta três décadas do uso de apomorfina no tratamento de drogadictos e alcoolistas. Apomorfina é um composto formado ao se ferver morfina com ácido hidroclorídrico. Foi descoberta anos antes de ser usada no tratamento de dependentes. Por muitos anos o único uso da apomorfina, que não possui nenhuma propriedade narcótica ou analgésica, foi como emético para induzir vômitos em casos de envenenamento. Age diretamente nos centros do cérebro posterior que controlam o vômito.

..."

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DAS INSATISFAÇÕES COLETIVAS E DA FALSA PROPAGANDA DE ATIVISMO PESSOAL
Gostei do que Li:
MANIFESTO POTENCIALISTA


Para nós não vale só a intenção. Para nós a semente que não germina, falhou em seu propósito. Para nós a TV não é a Arca da Aliança; não há palavra redentora; não há poltrona de descanso. Cremos na ação, na busca, na realização positiva. Incentivamos a implementação da audácia, da originalidade, da plenitude intelectual. Ambicionamos um mundo que seja para todos e não para meia dúzia de afortunados. Recusamo-nos definitivamente, nesta sociedade atual, a aceitar que querer é poder. Fácil para o Sistema depositar a culpa do fracasso nas costas do indivíduo. A culpa de seu próprio desemprego, de sua falta de moradia, de sua lastimável fome. Responsabilizar o indivíduo pretende encobrir a conclusão lógica de que a economia contemporânea é ultrapassada e a urgente necessidade de repensarmos a organização social. Nós estamos dispostos a repensar. Para nós não há Divina Providência. A vontade de Deus nada significa para nós. Simplesmente não cremos em ?Deus quis assim!?. O Paraíso que prometeram aos que têm sede de justiça, está diante de nós. O Paraíso que prometeram desde o início dos tempos, vai deixar de existir no instante em que fecharmos os olhos para a existência. O Paraíso de todos perde um de seus membros cada vez que alguém cruza os braços. O Paraíso não virá com a morte; o Paraíso não está perdido; o Paraíso foi indevidamente apropriado por alguns e cabe a nós reclamá-lo em vida. Portanto quem tiver sede de justiça, que exija agora seus direitos. E haverá um coro uníssono capaz de abalar as estruturas sociais e pôr abaixo o obsoleto Deus Lucro. Mas não temeis! Nós vamos dar a César o que é de César. E César terá o mesmo que João, que Augusto, que Tereza, que Vanessa, que Cristóvão, que Danilo, que Rosângela... Nós não acreditamos em auto-ajuda. Auto-ajuda vai podando das pessoas a capacidade iluminada de se indignar com as coisas. Auto-ajuda faz com que os indivíduos procurem significação na própria miséria. Auto-ajuda traz ilusões de que o sofrimento enobrece, gratifica, agiganta. Nós nos recusamos terminantemente a crer que haja algum significado positivo no martírio. Nós temos a absoluta certeza de que não é necessário dor para a ampliação dos horizontes do seres. A sociedade não é uma imensa experiência pavloviana, somos seres sofisticados. Não precisamos de choques para aprender, temos raciocínio. Não desejamos condicionar ou sermos condicionados, desejamos ser educados. Sequer lamentaremos se alguém se sentir incomodado com nossas idéias, já que nos recusamos desde sempre a sermos passivos. Não vamos aceitar de ombros curvados e olhos rasos as moléstias sociais. Portanto definitivamente não esperem que sejamos mansos, pois não o seremos! Preferimos mil vezes ser o cisco no olho do Sistema do que a miopia da sociedade. Para nós é mais desejável a condição de herege do que a posição de mais um no rebanho. Recusamo-nos a esperar. Seremos subversivos, mas não tolos. E antes ainda tolos, do que inertes. Postamo-nos aqui diante de quaisquer interessados, para vociferar que estamos fartos de pão e circo. E ainda que haja pão e circo para todos, não é só o que reclamamos: queremos poesia!
Para nós não há Deus lhe ajude! Para nós não há Deus lhe pague!

Akira Riber Junoro - Manifesto Potencialista
Email:: annapaulaparlatore@bol.com.br URL:: http://www.recadopraqualquerouvinte.blogger.com.br/

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O Núcleo Duro do Caos
O Núcleo Duro do Caos



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Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim,
diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir,
o Todo-Poderoso Caos Eterno!

-BOICOTE À CULTURA POLICIAL-

CRIAÇÃO & DESTRUIÇÃO & DIVERSÃO

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Um Novo Começo
Um Novo Começo

Estou apenas recomeçando com a idéia desse blog. Prometo não deixá-lo no caminho, se vocês prometerem me acompanhar aqui!A idéia de anrquismo ontológico veio, é claro, do Hakim Bey em seu delicioso livrinho "Caos", e o pessoal das comunidades de Terrorismo Poético d'Orkut (http://www.orkut.com/Community.aspxcmm=11563764 )sempre foram agitados por estas páginas de pura subversão.Certa data, ao matarmos Caetano Veloso na comunidade dele lá, a efervência foi tanta que começamos a ter revelações, a minha foi acerca do que seria a ontologia do anarquismo.
Lembro de publicar na A.A.O.:-"A citação biblíca: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso" (Ap.1:8) faz referência com certeza ao Anarquismo, pois se refere ao Alfa e o Ômega: www.artnet.com.br/~pmotta/anarquia.jpg
Realmente uma referência ao Caos que nunca morreu!!!
Um exemplo que me caiu para encrementar essa idéia do Bey de concepção linguística e metafísica do CAOS, algo que está encravado como uma REMINISCÊNCIA dentro de nós, sei lá, talvez Saussure e Freud explicassem como se "o caos está profundamente gravado no homem e na linguagem e na fé, etc..."

Abdul-Jalil 0-Sua Raiva ou seu Comentário -Link este post

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بائعة من حلم وكوابيس
بائعة من حلم وكوابيس


Não podemos deixar a nossa vontade escoar por entre os dedos, devemos persistir na insistênciaa de trazer mais beleza & terror à esse mundo de merda.

O rebanho nos olha assustado, nos pastos, o gado se assusta com pipas-negra, imagine então conosco, que somos verdadeiras aves-de-rapinas!!!

Esse ano que começa tem que ser o ANO DO TP. Temos que finalmente nos fazer perceber de modo contudente, expressivo & marcante.
Não podemos mais ficar em atuações cibernéticas somente, isso é masturbação, e apesar de fácil e barato, não produz o contato, a troca do calor, VIDAS EM CHOQUE!

É fácil falar e assumir compromisso, mas temos que AGIR mesmo!

Convoco todos que, decidem mas não fazem, a dar vazão à raiva dentro de si, e aí terão a energia necessária pra ir até ofim!

FIQUEM COM A RAIVA, AMANHEÇAM COM A RAIVA & vomitem ela no motivo de suas insatisfações, ódios, fúria; mas que este não seja só você!

Você tem os alvos, eles estão historicamente IMPLORANDO para que os destruamos: POLÍTICOS, EMPRESAS, CRENÇAS, PESSOAS, etc...
Esse, vocês sabem quem, não merecem TER SOSSEGO!

VAMOS AGIR! Mudanças à Caminho!
O Caos Nunca Morreu!

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Terrorismo Poético p/ Iniciantes:
Terrorismo Poético p/ Iniciantes:

TP=
Desencadear, individualmente ou em grupo, um ato que provoque nas pessoas uma inquietação em seu estado normal de apatia estética, política ou existencial, e que consequentemente faça alguém ou algo mudar.("Teatro de Crueldade, simulações enojantes ou de violência. "Atos conscientes de vidas deliberadamente belas". Sem politicagem, sem argumentação, sem sentimentalismo, sem inconseqüência).



Arte como crime, Crime como arte!

Anarquismo Ontológico: “O que é o Real? Nosso mundo pode ser compreendido como caos e conflito. Um monstro mutante que aterroriza. O poder é uma doença. Cuja sequela é obscurecer o caos. Ou os conflitos que vivemos. O Anarquismo Ontológico não é uma proposta política. Nos faz, apenas, entender o anarquismo como parte da realidade...“


Aí vão alguns LINKS para textos sobre TERRORISMO POÉTICO e assuntos correlatos em geral, todos em bom português, para quem não quiser levantar a bunda da cadeira esse final de ano e ficar enchendo a mente com um pouco de teoria e começar 2007 turbinado, com a cabeça cheia de idéias pra por logo em prática. Todos aqui listados estão também bem representados no Orkut, My Space e Grupos de discussão na Net, procure!

Ah! Não custa nada te lembrar: tudo que comumente na cultura cibernética atual que está relacionado com o termo CAOS / CHAOS / KAOS tem algo de Terrorismo Poético, por isso use o faro para encontrar a trilha pelos buracos de minhoca que invariavelmente te levará a aprofundar mais e mais nesses conceitos e práticas.
Não menospreze o lado “espiritual” da corrente do caos, onde encontramos a Magia do Caos, o Zos Kia Cultus, os teatros rituais, os movimentos neo-pagãos, etc.

Linkaos:

Terrorismo Poético:
http://www.pontodevista.jor.br/guerrilha/terrorismo.htm
http://www.delinquente.blogger.com.br/


Hakim Bey para Iniciantes:
http://brasil.indymedia.org/pt/blue/2003/08/261420.shtml

Caos: Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/12/296700.shtml

T.A.Z.: Zona Autônoma Temporária:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=199&secao=intervencao

Luther Blisset:
http://www.blocomotiva.net/index.php?option=com_content&task=view&id=62

Wu Ming:
http://www.wumingfoundation.com/italiano/portugues_direto.html

Discordia:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=150&secao=ocultura

Subgenius:
http://subgenius.blogger.com.br/

Situacionismo:
http://www.geocities.com/projetoperiferia5/asb.htm

Anarquismo:
http://www.anarkopagina.org/perf/indice.htm

Anarquismo Ontológico:
http://sabotagem.revolt.org/

http://www.dhnet.org.br/desejos/textos/krisis.htm

http://rui.c.vilabol.uol.com.br/krisis.html

http://obeco.planetaclix.pt/
...
Dito tudo isso, ao deleite filhos do caos!

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= Abdul Tem a Resposta =
= Abdul Tem a Resposta =
حالةطاقة

Em um mundo em que qualquer rostinho bonito & esquelético ganha $hum milhão$ pra fazer um desfile; que uma atrizinha qualquer gasta $cinco mil$ numa tarde em uma joalheria; onde um classe política totalmente difamada e corrupta aumenta seu próprio $salário$ & um jogador de futebol mediano $ganha em uma hora$ o que qualquer trabalhador comum não ganha em toda a sua vida, eu acho muito certo & totalmente moral & ético os pobres & honestos se revoltarem, quebrarem, matarem, arrebentarem tudo pela frente, porque “Direito” é outro nome para chicote & “Lei” é palavra que designa contrato de escravidão, punição para os quietos & calados & Justiça só vem da mão de quem a faz.

A RAIVA É UMA ENERGIA!!!

REVOLTEM-SE, MUDEM SUA SITUAÇÃO DE POBREZA, ESCRAVIDÃO,MISÉRIA, DOENÇAS, NECESSIDADES, INDIGÊNCIAS!

SAIBA:
-O trabalho não liberta, a educação não traz prosperidade, a política não te representa, a mídia não te informa, os alimentos não te sustentam, remédios não trazem saúde, as elites auto-intituladas não pensam nas massas, a verdade não liberta, & a morte não é o único descanso. Isso tudo são mentiras que te contaram para você se contentar com sua escravidão, com a péssima escola que estudou & a sabedoria que nunca terá, com a liberdade que nunca virá, com as doenças que sempre te acompanharão, a subserviência que acha normal, & tudo mais.
Faça um favor para si & para a natureza, se mate ou então mate quem te oprime, destrua quem te rouba, quem mente todo dia pra você, porque é assim que você faz com sua fome & terá que fazer para ser realmente livre & um dia poder deitar sua cabeça no colo de quem ama & saber que enfim não tem preocupação nenhuma, pode então ser humano e não uma máquina ou uma animal!
***********************************************************************

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Caoista:
Abdul-Jalil
= 5~5~55!
@: furiauberlandia@hotmail.com

"Nada é verdadeiro!
Tudo é permitido!"
(Hassan I Sabbah)

Se quiseres decifrar-me... mas se quiser que te devoro...!
(Eu sou aquele! Muito longe de saber, ignoro! Tudo que faço é te confundir também!)

-Aqui a Raiva! em forma de:
*Caos - Terrorismo Poético - Anarquismo Ontológico - Feitiçaria - 23 - Amor Louco - Subversão - Perversão & Outros Crimes Exemplares*



"Kaos= tensão dramática, enlouquecedora, purificadora, da existência. Tensão que aumenta sempre, tensão contraditária com estados de alma os mais opostos e diversos, convergindo sempre para uma tensão maior e para uma ampliação maior dos opostos em intensidade e fúria, aumentando assim a intensidade da tensão. Sado-masoquismo, depois um supra sado-masoquismo, e depois um supra-supra sado-masoquismo, e assim por diante, cosciência-intuição, razão-irracional, triste-alegre, luz-escuridão, Yang-yin, tudo aumentando sem cessar, em intensidade e fúria, aumentando assim a tensão que une os opostos em crescimento contí­nuo, crescimento que inclui recuos, mortes, não-crescimentos, assassinatos."
(Jorge Mautner)

_______________________
*Participe destes Projetos:
-Anno Caos 2007-



.A.A.O.
Anarquia Ontológica

_______________________


-"Quanto mais insistimos para que as pessoas sejam razoáveis, mais nos tornamos irrazoáveis!"
(Chuang Tzu)


______________________


*LINKANI@:

+ Blogs:
§ ... & subversão:
Delinquente, Inconsequente & Demente

Operação: mind fuck

Timóteo Pinto

E-Legalize

A Arte do Caos

Hakim Bey and Ontological Anarchy

ConsPiração para a Extensão do Fnord

A Vida Mata A Pau

Clube da Luta

Juba Online

Retorno ao Quarto Poder

O Franco-Atirador

Anti-Partido Polí­tico dos Crimes Exemplares & da Anti-Verdade (A-P.P.CE & AV)

Distúrbio Eletrônico

Blog da Guerrilha

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§ ... & espiritualidade:
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A Textura desse Abismo chamado Consciência

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Interzona ThanatEros

Morango com Gengibre

Aliciante

Erotismo na Cidade

Martin Kovalik Galery


+ Fotologs:

Driely Schwartz's Photos

[Mundo Insano]

Lady Sunshine




(*Caos na Internet*)

+ Sites:

§ Corrente Meridiana do Caos, 93, satânicos & pagãos
-"...Olha o meu charme, minha túnica, meu terno Eu sou o anjo do inferno que chegou pra lhe buscar Eu vim de longe, vim d´uma metamorfose Numa nuvem de poeira que pintou pra lhe pegar...":

Austin Osman Spare

Illuminates of Thanateros/BR

Robert Anton Wilson

Metamorphic Ritual Theatre

Joel Biroco's Kaos

Horus/Maat Lodge

Fulgur Limited

Church of Satan

Projeto Karnayana

Domador de Sonhos


§ Subversivos, Graças ao Caos!
-"Todo coração em caos traz uma estrela cintilante":

Peter Lamborn Wilson

Archivo Hakim Bey en Español

William S. Burroughs

Alan Moore

Brad Miller

Chuck Palahniuk Oficial

Baader-Meinhof Index

Harry Kipper

Confabulando

Útopias Piratas

Coil


§ Cultura Subversiva
-Educar é levar para fora da caverna!:

Cannabis Culture

Burning Man Festival

Bizarre Magazine

Lust Magazine

Croatã

APA-Web

Psicotropicusbr

Darkside of the Net

Efeito Paralaxe


§ Música & Artes
-"...Zabé come Zumbi ou Zumbi come Zabé? O mundo se brasilifica ou vira nazista!":

System of a Down

Tom Zé

Lobão

Jorge Mautner

Planet Hemp

Nicolo Paganini

Desert Sin


§ Orgásticos
-"Fornicatus benedictus!":

Russ Meyer Movies

Beautiful Agony

Sexo Livre


§ Alternativas Sociais
-"Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo":

Christiania

Squat!Net

K.A.O.S - Killing As Organised Sport


§ Informação Livre
-"...As armas da guerrilha são então a contra-informação; a democratização dos meios eletrônicos de distribuição dessa contra-informação; o resgate e releitura dos meios não-eletrônicos de distribuição de contra-informação; a desconstrução dos legitimadores do discurso oficial...":

Rizoma

Le Monde Diplomatique

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Nodo50

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Al Jazeera Magazine

Anticristianismo

Anarquismo

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